Márcio de Ávila Rodrigues

Histórico de turfe


 
 

O Hipódromo da Gávea e a Lagoa Rodrigo de Freitas

O Hipódromo da Gávea e a Lagoa Rodrigo de Freitas possuem uma coexistência íntima no Rio de Janeiro: além da beleza natural, a lagoa foi modificada e embelezada para a construção do hipódromo, nos anos 1930.

Esta foto que os aproxima está no site de Ricardo Zerrenner, que tem esta e muitas outras imagens da mesma qualidade. Para acesso ao site, CliqueAqui.



Escrito por Márcio às 23h50
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O Hipódromo da Gávea em foto artística

Recebi por e-mail um arquivo de PowerPoint com uma seqüência de belíssimas fotos do Rio de Janeiro. Pesquisando a autoria na internet, cheguei ao site de Ricardo Zerrenner, que tem esta e muitas outras imagens da mesma qualidade. Para acesso ao site, CliqueAqui.

Reproduzo abaixo uma imagem bem artística do Hipódromo da Gávea, bem ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas:



Escrito por Márcio às 23h59
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Quari Bravo foi um ótimo cavalo de corrida

Matando saudade dos grandes cavalos de corrida. A foto abaixo é do tordilho (pelos brancos) Quari Bravo, tirada em 1997 quando ele se preparava para correr o mais importante páreo para potros de três anos em São Paulo, o Derby Paulista, que ele venceu. A segunda foto foi tirada três anos depois, na disputa do Grande Prêmio Brasil, no Rio de Janeiro. A pelagem dele clareou, como sempre acontece com os cavalos tordilhos.



Escrito por Márcio às 22h46
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Sandpit, cavalo bonito e bom

Em maio de 1993 eu ainda estava tateando na fotografia com câmera de qualidade profissional e fiz o terceiro filme entre São Paulo, Curvelo e Belo Horizonte. Em São Paulo fui assistir ao grande prêmio de turfe com o mesmo nome e achei um cavalo tão maravilhoso que reservei uma chapa para ele. Era um dos melhores potros da turma e chegou em quarto lugar na prova principal.

O nome dele era Sandpit e depois se tornou um sucesso no turfe internacional, foi o primeiro cavalo brasileiro a ganhar uma prova de grupo 1 nos Estados Unidos. Correu 40 vezes, ganhou 14 e levantou US$ 3,774,204 em prêmios para seus proprietários (a maior soma ganha por um cavalo brasileiro e somente o argentino Invasor obteve maior soma entre cavalos sul-americanos).

Estampo a foto que eu fiz na época, e infelizmente ela não faz jus a um dos mais belos e perfeitos cavalos de corrida que conheci:

 



Escrito por Márcio às 23h53
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Práticas ultrapassadas na lida dos cavalos de corrida

Da mesma forma que a saúde humana, a medicina veterinária sempre conviveu com métodos de tratamento inusitados.

Alguns deles eram modismos que duraram pouco, mas outros ultrapassaram gerações e até séculos.

Pelo turfe passaram vários, muitas vezes com o mesmo tempo de duração do marketing de alguns vendedores de serviço, dos donos das técnicas.

O cavalo de corridas é um atleta e sofre muito com lesões esqueléticas: é nesta área que os modismos proliferam.

Nos meus primeiros anos de Jockey ouvi falar – mas nem conheci – as agulhas radioativas, que eram aplicadas sobre as áreas lesadas.

No mesmo início dos anos 1970 apareceu em Belo Horizonte um veterinário gaúcho (eu até me lembro do nome, mas acho mais adequado falar do pecado do que identificar o santo) que se propunha a fazer uma cirurgia para retirar um osso “inútil” dos cavalos para evitar os prejuízos em caso de fratura.

Melhor explicar: a História Natural ensina que o cavalo já teve cinco dedos, depois evoluiu para três e agora só tem um, mas ainda existem vestígios do segundo e do quarto na canela, nas laterais do grande osso metacarpiano.

Ocasionalmente, este osso rudimentar (também conhecido como acessório) quebra e interrompe temporariamente a carreira do cavalo.

O detalhe-chave é que esta fratura ocorre em um percentual insignificante, e a opção pela cirurgia preventiva só seria racional durante um acesso de irracionalidade de um pessimista patológico.

Por modismo, ou por desconhecimento, ou por pessimismo patológico ele operou vários cavalos naqueles tempos há muito idos.

Outra prática que persiste há séculos e séculos é a sangria: na falta de um bom diagnóstico, o recurso é retirar, e depois atirar literalmente pelo ralo, alguns litros de sangue.

Até alguns veterinários defendem a teoria que o ato produz um choque fisiológico positivo, levando o organismo a acelerar o metabolismo para suprir a perda, ocasionando uma melhoria que persiste mesmo depois da recuperação.

O aspecto negativo é que a sangria é usada de forma rotineira e frequente por cuidadores de cavalos: além do óbvio desconhecimento da medicina veterinária, eles trabalham sob pressão por melhores resultados e menores gastos.

Retornando às mais frequentes lesões esqueléticas, a técnica da cauterização química tem um pouco mais de eficiência do que a sangria, mas também padece do mau uso.

Ela consiste em aplicar produtos químicos na pele, sobre o osso ou a parte inflamada deste.

A filosofia do funcionamento é a mesma: o estímulo fisiológico.

Acreditam os especialistas que o cauterizante químico produz forte inflamação na pele e vai levar o organismo a se mobilizar para resolver o problema.

Como a lesão óssea está contígua, ela também se beneficia desta mobilização local e o tempo de recuperação se acelera.

Usei este procedimento algumas vezes e não tenho dúvidas de que funciona: é um adjuvante do tratamento, jamais um “curador milagroso”.

Mas muitos cavalos já sofreram miseravelmente nas mãos de leigos que agiram como os antigos curandeiros populares: por desconhecimento ou ignorância aplicaram os produtos errados, ou do jeito errado.

Meu contato cotidiano com eles, principalmente nos galpões e cocheiras dos hipódromos brasileiros, me ensinou que os cuidadores leigos associam a agressividade do cauterizante à sua eficiência: quanto maior a lesão da pele, melhor para a cura.

Em resumo: acham que se a pele não ficar ferida, é porque não funcionou.

Se a ferida for grande, extensa e feia, seu cauterizante ganha fama.

E o sofrimento do cavalo se transforma em cruel alegria para o seu pretenso protetor e cuidador.

Fecho com um pequeno exemplo:

Antônio de Oliveira Santos, o Dudu, foi jóquei, treinador e funcionário administrativo nos dois hipódromos de Belo Horizonte entre os anos 1940 e 1990, e até hoje é lembrado como “inventor” de um cauterizante que “arrebentava” a pele.

Espertamente ele difundiu o apelido de “formigueiro” e nunca contou a fórmula, que desapareceu com a sua morte.

Seus contemporâneos sem conhecimento técnico ainda se recordam que era o “remédio para queimar” que provocava as maiores e “mais perfeitas” feridas que eles conheceram.



Escrito por Márcio às 09h28
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Éguas na semana do Grande Prêmio Brasil

As éguas Cointreau e Sicília aparecem nestes flagrantes, de minha autoria, durante a apresentação para corridas importantes no Hipódromo da Gávea, Rio de Janeiro, dia 1º de agosto de 2009, véspera do Grande Prêmio Brasil:



Escrito por Márcio às 23h16
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Dois cavalos correndo com apetite

Os dois cavalos abaixo galoparam de boca aberta, mas o apetite não garantiu bons resultados. Como as fotos saíram bonitas (são de minha lavra, aliás de minha câmera), disponibilizo abaixo:

Os cavalos são o Bello Runner e o Resende, que correram provas importantes no dia do Grande Prêmio Brasil de turfe (02/08/2009):



Escrito por Márcio às 18h34
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Dois cavalos de primeira qualidade

Flymetothemoon e Rutini são dois dos melhores cavalos de corrida do país. Flymetothemoon (não seria mais bonito se fosse registrado como Fly Me To The Moon?) é um campeão e chegou em segundo lugar. O negro Rutini é bom, mas não tanto quanto. Nos flagrantes acima eles estavam se apresentando para o público, antes da corrida (02/08/2009).



Escrito por Márcio às 23h14
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Flagrantes fotográficos do Grande Prêmio Brasil de turfe

Até os anos 1980 as corridas de cavalos recebiam farta cobertura diária dos quatro grandes jornais do eixo Rio-São Paulo.

Os repórteres fotográficos se esmeravam em obter flagrantes maravilhosos.

Tempos que não voltam mais...

Aproveitei os avanços e a popularização da fotografia digital para fazer meus flagrantes do Grande Prêmio Brasil de 2009.

Abaixo, duas sequências do cânter (galope de apresentação) do ganhador Jeune-Turc:



Escrito por Márcio às 18h48
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Blue Elf, um belo e musculoso cavalo de corrida

O Blue Elf é um dos melhores cavalos de corrida do país em pista de areia, mas não está no mesmo nível na pista de grama. Em maio seu proprietário mandou corrê-lo na principal prova para corredores de grama especialistas na distância da milha (1.609 metros), em São Paulo, e ele voltou a decepcionar. Mas no galope de apresentação ele teve oportunidade de mostrar a beleza e a musculatura de um belo exemplar da raça Puro-Sangue Inglês, como se vê abaixo:

 



Escrito por Márcio às 22h03
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Dois flagrantes de cavalos de corrida em ação

Hot Six e Naperon são dois dos melhores cavalos de corrida do país. Eles conseguiram, respectivamente, o 2º e o 4º lugares na prova mais importante do turfe paulista, o Grande Prêmio São Paulo, dia 17 de maio de 2009:



Escrito por Márcio às 23h40
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A beleza de um cavalo galopando

A câmera fotográfica da Canon precisou de alta velocidade (dividiu um segundo em 1.250 vezes) para gravar o galope do cavalo Fafo como se ele estivesse parado e, ao mesmo tempo, correndo. Uma imagem para embelezar o meu blog, obtida no Hipódromo de Cidade Jardim, em São Paulo, dia 17 de maio. Apesar da beleza e da majestade ele foi apenas o sexto colocado, mas enfrentou os melhores corredores do Brasil na faixa de distância de um quilômetro e meio.



Escrito por Márcio às 19h26
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Um maravilhoso cavalo de corridas

Príncipe dos Mares não é um dos melhores cavalos de corrida do país, mas é o mais bonito dentro do primeiro time. Correu em segundo lugar até a metade da reta final no Grande Prêmio São Paulo, mas cansou e foi ultrapassado pela maioria dos concorrentes. Eis a foto dele no galope de apresentação (o cânter):



Escrito por Márcio às 15h56
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Fim de tarde em São Paulo

Domingo, 17 de maio, foi o dia do tradicional Grande Prêmio São Paulo de turfe, o esporte das corridas de cavalos. O Hipódromo de Cidade Jardim fica encravado no meio dos milhares de prédios do centro nervoso do país, dá um ar bucólico e anacrônico, ares de tempos idos. A foto abaixo foi tirada uma hora depois da corrida tradicional, sob as últimas luzes do sol. Os cavalos que aparecem não são de corrida: são Clydesdale, pesados especialistas em puxar trenó nas neves do norte europeu.



Escrito por Márcio às 19h58
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Vacas com Nome dão mais leite (e o caso do cavalo que virou churrasco de boi)

O jornal Estado de Minas de 29/01/2009 dedicou toda a página 26 a um assunto aparentemente insignificante.

O título fala por si: “Vacas com nome dão mais leite”.

É isso mesmo: quando você chama a Mimosa de Mimosa, ela esguicha mais.

Parece mais um daqueles casos de pesquisas científicas estéreis, inúteis, irrelevantes, esquisitas.

Na verdade, o jornal se apegou ao detalhe mais curioso e engraçado – além de ridículo – pois os pesquisadores concluíram, mais exatamente, que a vaca tratada com mais carinho produz mais leite.

Mais carinho significa menos stress.

Existe uma lógica por trás disso: o stress eleva a adrenalina e afeta todo o funcionamento orgânico dos mamíferos.

Stress emagrece, reduz a produção, enerva o indivíduo.

Conheci o efeito do stress sobre organismo animal durante a minha vivência com os cavalos de corrida.

Um dos casos mais marcantes aconteceu há 30 anos, com o cavalo puro-sangue inglês Juca Mulato.

Ele foi um dos três temas de uma crônica que escrevi e está disponível no site do Jockey Club de Minas Gerais (http://jockeyclubmg.vilabol.uol.com.br/).

Transcrevo abaixo a parte da crônica que conta esta história:

Juca Mulato – O cavalo que virou churrasco de boi

O terceiro da série foi o Juca Mulato, nascido em 1972, com filiação inexpressiva e ganhador de uma única corrida na Gávea. Apareceu no Serra Verde em 1979 e agia como um cachorro bravo, avançando em todos que passavam em seu raio de ação, tentando morder. Mordia pra valer, provavelmente até machucou alguém, mas eu não soube de caso concreto. Seu treinador era o João Fernandes, que morreu precocemente na década seguinte.

Um dia, fui procurado por um treinador, para uma conversa pessoal. Não me lembro mais quem foi, um quarto de século deixa uma sombra nas lembranças. Ele tinha um assunto secreto, a condição para a conversa era a manutenção do segredo. Concordei. Me contou que a ferocidade incurável do Juca Mulato provocou um resultado impressionante. Mataram o cavalo e venderam a carne para açougues de São Benedito, um distrito de Santa Luzia ao lado do hipódromo, local de moradia de grande parte dos profissionais de turfe. Só que a carne foi vendida e consumida como se fosse de boi. Perguntei pelo motivo de tanto segredo. “O povo daquela cocheira é bravo, dão tiro fácil. Eles são tão complicados, que estão plantando até pé de maconha dentro da cocheira”, garantiu.

Coincidentemente, eu conhecia os antigos proprietários do cavalo-vaca no Rio de Janeiro e descobri uma impressionante relação entre maus-tratos e o violento gênio do Juca Mulato. Por causa de um desentendimento entre sócios, ele ficou meses do lado de fora do box, no Hipódromo da Gávea, preso em uma árvore, comendo sobras de outros cavalos, já que o velho treinador Álvaro Rosa não estava nem recebendo o trato mensal. Não sei se já tinha gênio ruim antes deste episódio, mas está longe de ser o primeiro caso de cavalo maltratado que ficou violento e passou a carregar emoções humanas, como a revolta e o espírito de vingança.

Corredor inexpressivo, com apenas uma vitória na Gávea antes de conhecer a faca do açougueiro, Juca Mulato competiu uma única vez no Serra Verde, no dia 30 de junho de 1979. Como o João Fernandes, seu treinador, não tinha matrícula, correu em nome do Matheus Braga, um gaúcho esperto e cativante, mas que não teve sucesso na preparação dos cavalinhos.



Escrito por Márcio às 18h59
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O autor e seus objetivos


Este blog divide meus textos em 4 partes:

Turfe - Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises, história e lembranças foram registradas no computador e muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e também no site do Jockey. Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves, para não cansar o leitor.

Crônicas e análises - Assunto: qualquer um.

Dia-a-dia - Comentários, notas, fotos interessantes.

Árvore genealógica - Quando me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.


Márcio de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.




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