As belezas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, localizado no bairro da Gávea, em frente ao belo e querido hipódromo, é do tempo do Império. Fiz lá um passeio recente e estampo abaixo duas belas fotos de lá:  
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 21h53
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O STF está correto em inocentar o ex-ministro Antônio Palocci Os revoltados sociais, nos bares e blogs, estão vociferando contra o Supremo Tribunal Federal por causa da liberação (em 27/08/09) do ex-ministro Antônio Palocci no processo movido por quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. (Relembrando o caso: Em 2006 o caseiro relatou que testemunhou a participação de Palocci, então ministro da Fazenda, em reuniões com lobistas. Poucos dias depois a revista Época divulgou na internet um extrato da conta pessoal do caseiro na Caixa Econômica Federal e atribuiu um determinado depósito a uma possível propina para que ele inventasse a história. Descobriu-se depois que o depósito foi efetuado por seu verdadeiro pai e que a paternidade era um importante segredo de família. A divulgação causou sérios transtornos.) O fato é que os revoltados estão errados, pois não apareceram provas de que a ordem tenha partido de Palocci. Ao negar a autorização para que fosse aberto um processo, o STF não declarou a inocência do réu, e sim oficializou a impossibilidade de formalizar uma acusação. A lei e a ordem são princípios fundamentais na vida de uma nação, e a lei criminal só pode ser aplicada após a comprovação da autoria do crime. Neste caso, a participação de Palocci se evidenciou por indícios, mas não por provas; portanto sua condenação não se justifica. O que é uma pena, pois tá na cara que Antônio Palocci é culpado, que ele autorizou, sem deixar provas, a inspeção e divulgação da conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h30
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Rede Record experimenta várias duplas de apresentadores no Fala Brasil Sílvio Santos tem a fama, aliás verdadeira, de ser o principal experimentador da televisão brasileira. Desde que ganhou a concessão de sua rede, que na época se chamava TVS (TV Studios), ele cultiva o hábito de gastar fortunas contratando ou demitindo equipes inteiras, trocar horários e alterar formatos. Chegou ao cúmulo de extinguir todos os telejornais e, anos depois, recomeçar contratando jornalistas globais por alto salário. Os concorrentes são mais conservadores nesta prática, mas a Rede Record está imitando o velho apresentador e empresário no seu primeiro telejornal da programação diária. (Não me lembro de mais ninguém chamando o Senor Abravanel, nome real de Sílvio Santos, de “velho”. O espírito jovem e ativo se une às plásticas para distanciar a aparência da certidão de nascimento.) A opção da Record para este programa sempre foi pela participação de uma dupla de apresentadores no horário de 7 às 8 horas, em concorrência com o Bom Dia Brasil, da TV Globo. A grande variação foi na dupla de apresentadores: passaram muitos nomes, de muitos estilos. Infindáveis experiências. Pelos frequentes elogios nos cadernos de cultura e variedades, parecia que a penúltima dupla ia se firmar: a jornalista Luciana Liviero e o apresentador Marcos Hummel. Mas já foram substituídos por uma dupla de mulheres jovens e bonitas, as jornalistas Carla Cecato e Roberta Piza. Parece que a aposta foi num detalhe: a grande semelhança física entre elas, como se fossem irmãs (ver foto abaixo). Ou “japonesas”. Será que algum mago da programação acredita que uma mera curiosidade possa prender a atenção de um padrão de espectador que tem um discernimento no mínimo razoável, pois afinal é um consumidor de informações? 
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 19h51
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Acho que brasileiro é masoquista Parece mesmo que brasileiro é masoquista. Opta pela decisão menos racional, escolhe um caminho que certamente vai terminar num prejuízo, e por lá se lança. O citado cidadão perde, a sociedade perde, e só aqueles que exploram (profissionalmente) as atividades irregulares ganham, mesmo que temporariamente. Um exemplo: os postos de combustíveis. É rotina a transmissão de alguma reportagem, geralmente televisiva e de grande alcance de audiência, denunciando adulteração de combustível. Invariavelmente, seus preços são mais baratos: alguns poucos centavos por litro. Quando a reportagem passa para a etapa da prevenção, os especialistas dão sempre a mesma dica: fugir dos “postos sem bandeira”, aqueles que não são vinculados às grandes e conhecidas redes distribuidoras. Mas o brasileiro-masoquista está sempre aberto à opção mais barata e a economia nacional é que acaba no prejuízo. Os cadernos de economia dos jornais estão sempre contando casos e histórias de postos “sérios” que fecharam por causa dos prejuízos. Um economista falaria na “lei do menor preço”, mas um bom sociólogo diria: o brasileiro prefere economizar uns poucos centavos para ter a sensação, o sentimento, de que é esperto e sabe levar vantagem.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h06
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Um terrível perfil sociológico da classe média As análises sociológicas têm a credibilidade posta em dúvida pela grande diferenciação individual, pela impressionante diversificação da espécie humana. Ao ler ou tomar conhecimento de uma teoria sociológica, o leitor se lembra de tantas exceções que passa a duvidar daquela realidade teorizada. Frases como “o homem é machista”, “a mulher é submissa” ou “a criança, no fundo, é cruel” perdem a força quando o ouvinte se lembra do grande número de homens compreensivos, mulheres independentes e crianças meigas que ele conhece. E o autor ainda ganha a fama de preconceituoso, embora às vezes esteja apenas usando dados de pesquisas. Aliás, pesquisas que trabalham com conceitos complexos, ambíguos e discutíveis, pois machismo, submissão e crueldade variam do imperceptível ao patológico. Esta questão da complexidade da descrição do perfil de grandes grupos sociais me veio à mente na leitura do artigo “O medo da classe sem destino”, do sociólogo José de Souza Martins, publicado no jornal O Estado de São Paulo, edição de 14/06/2009, caderno Aliás. Nos 3º e 4º parágrafos ele cita o sociólogo americano C. Wright Mills, que faz uma dura descrição da classe média. É um perfil com tantas exceções e exclusões que deixa dúvidas quanto à sua utilidade. Se este é o perfil da classe média, qual seria o das demais, já que os intelectuais, via de regra, rotulam as elites de egoístas e desumanas, e os pobres de massa de manobra inculta e dependente? Na simplificação dos perfis, como fica a espécie humana? Mas a descrição sobre Mills cai tão bem em tantas pessoas que conheço (conhecemos) que merece ser transcrita: O sociólogo americano C. Wright Mills, autor do melhor estudo já feito sobre a classe média, a define como a classe do homem pequeno, na mentalidade minúscula que rege sua vida de todo dia. Desprovido de originalidade porque sobrevive na dependência de um desempenho teatral, é antes de tudo imitador e copista. Faz sacrifícios imensos, pagando prestações, para ter os itens do consumismo e do modo de vida que o insere no teatro das aparências que é a sociedade moderna. É a única classe social que paga juros para se apresentar socialmente. É próprio da classe média a adoção de um equipamento de identificação, como trajes, calçados, adornos pessoais e objetos complementares, como óculos, relógios e agora o celular, que no seu cenário de ocultamento cotidiano, que é a rua, lhe permita imitar quem não é, mas gostaria de ser, a elite cujos padrões são difundidos pelo cinema, pela televisão e pelos jornais e revistas. Os modos e gestos, a fala e a postura do corpo completam essa adaptação imitativa que torna a vida suportável e escamoteia as crises econômicas cada vez mais frequentes. Para acesso à íntegra, CliqueAqui.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 14h28
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Michael Jackson morreu porque seu médico não conseguiu dizer NÃO para um paciente rico Finalmente apareceu o relatório oficial sobre a morte de Michael Jackson: o legista de nome complicado Lakshmanan Sathyavagiswaran anunciou que encontrou um nível letal do anestésico propofol no sangue. Sem surpresa: intoxicação medicamentosa era a grande aposta estampada na mídia desde o dia 25/06/09. A conclusão deve custar a carreira e mandar para a cadeia o cardiologista Conrad Murray que, durante a madrugada, injetou vários medicamentos no artista. Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 25/08/09, “Em 25 de junho, dia da morte de Jackson, Murray explicou que, à 1h30 (horário local), injetou Valium no artista para ajudá-lo a dormir. Como o astro continuava reclamando de insônia, ele teria ministrado lorazepam meia hora mais tarde. Jackson continuou acordado. Por isso, às 3 horas, o especialista decidiu aplicar midazolam, ao qual se seguiram, sem sucesso, outras substâncias não especificadas, até que o médico injetou 25 miligramas de propofol, às 10h40. Murray afirmou que Jackson tinha pedido reiteradamente que fosse aplicado esse anestésico.”. Ele fora contratado com alto salário para cuidar de Jacko, e o problema daquele momento era a insônia, óbvia conseqüência de ansiedade e insegurança. O caso remete para uma circunstância do comportamento humano: a dificuldade de dizer NÃO, de se negar um pedido de uma pessoa – paciente, no caso – poderosa ou rica. O doutor Murray havia suspendido suas atividades profissionais e transferido os clientes para trabalhar, exclusivamente, e por um gordo salário, para o astro da música. Ele certamente pesou as circunstâncias, principalmente o gordo salário, e não teve coragem de recusar o medicamento ao angustiado e milionário paciente. Correu o risco. E perdeu. Teria sido melhor para MJ que não fosse tão rico e importante, pois neste caso o médico não cederia aos seus apelos.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h33
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Éguas na semana do Grande Prêmio Brasil As éguas Cointreau e Sicília aparecem nestes flagrantes, de minha autoria, durante a apresentação para corridas importantes no Hipódromo da Gávea, Rio de Janeiro, dia 1º de agosto de 2009, véspera do Grande Prêmio Brasil:  
Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 23h16
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Justiça precisa de um documento assinado para confirmar cancelamento virtual de serviço Está faltando uma boa matéria jornalística sobre a questão dos efeitos da nova lei dos call-centers. É aquela que obriga o atendimento em até um minuto; que obriga a oferta, a qualquer momento da chamada, da opção do cancelamento; e que cria multas e indenizações pelo descumprimento, entre outros itens. O Decreto nº 6.523 entrou em vigor em dezembro de 2008 e sua implantação teve grande repercussão na mídia. Mas a aplicação foi desproporcionalmente acompanhada nos meses seguintes, e está quase ignorada. Um dos grandes problemas sempre foi o cancelamento de um serviço. Qualquer pessoa conhece a história de alguém que, ao solicitar por telefone este cancelamento, passou a ser enrolado: ou o teleatendente transferiu a chamada para o setor “adequado”, que depois o subtransferiu para outro, ou deixou a vítima na espera permanente. Faltava uma loja física, com um atendente em carne e osso, que recebesse a solicitação do cancelamento em papel assinado e desse o recibo. Infelizmente, a nova lei criou a punição, mas todas as acusações, judiciais ou administrativas, precisam de provas: neste caso ela é virtual, é a gravação de voz da conversa, feita pelo próprio call-center. Tenho uma sugestão simples para criar a prova física, facilitando o trabalho para o cliente-vítima e elevando a pressão sobre o dono (ou contratador) do call-center. A Anatel (no caso da telefonia) ou a própria empresa seria obrigada a informar um endereço físico para receber o ofício com o pedido de cancelamento. Enviado pelos Correios com AR (aviso de recebimento, que é barato) o ofício assinado teria valor legal assim que a correspondência fosse entregue. Qual é a vantagem? O cliente ganha um documento comprovando o ato e a data do cancelamento. O call-center, a partir daí, perderia o interesse em protelar a rescisão pois o ex-cliente ganharia uma disputa, facilmente, na Justiça. O Poder Judiciário e os órgãos fiscalizadores do Poder Executivo são mais ágeis quando trabalham com provas concretas, com documentos. Mas quem me conhece sabe que não tenho a ingenuidade de acreditar que esta sugestão tem alguma chance de virar artigo de lei: não passa de um exercício de imaginação para comprovar a ineficiência político-administrativa da terra cabralina.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 21h27
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Um filme publicitário muito criativo para o automóvel Polo Volkswagen O anúncio publicitário que mais me cativou nas últimas semanas foi o do automóvel Polo, da Volkswagen. O locutor anuncia um confortável carro de câmbio automático, que dispensa a transmissão de marchas pelo motorista e os conseqüentes arranquinhos. No entanto, a imagem mostra um motorista que reage como se o seu carro estivesse fazendo solavancos durante a aceleração. Quanto o carro para, o espectador percebe que os "arrancos" eram apenas soluços do motorista. As duas primeiras cenas foram a chave para induzir o espectador: na primeira aparece o carro em movimento e na segunda aparece a alavanca de câmbio. O anúncio (criado pela agência Almap BBDO) está disponível no YouTube, e pode ser acessado ClicandoAqui.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 11h15
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Crescimento de jornais populares alavanca mídia impressa no Brasil O jornalão O Estado de São Paulo segue em confronto direto com a família Sarney por causa de um processo judicial de um filho dele, Fernando, que pediu a proibição de divulgação de notícias negativas (a ele). O Estadão está fazendo matérias diárias sobre a questão da liberdade de imprensa e no último domingo (16/08/09) publicou uma página inteira com o título “Liberdade de imprensa é prioridade nos 30 anos da ANJ”, de onde pincei os três últimos parágrafos, baseados numa entrevista do jornalista Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ): Na Europa e nos Estados Unidos, a internet é apontada como a causa da queda de circulação dos jornais. No Brasil, o impacto é sentido de forma diferente, principalmente por conta do crescimento dos jornais populares, coincidente com os ganhos de renda obtidos nos últimos anos pelas camadas mais pobres da população. "Não houve canibalização dos títulos mais tradicionais, mas a formação de um novo mercado. Muita gente não tinha renda e hábito de leitura. É fenômeno típico de economias emergentes, também aconteceu na China e na Índia", disse Ricardo Pedreira. Para a ANJ, ainda é cedo para avaliar o impacto da crise econômica sobre o setor. "Vínhamos até setembro, outubro do ano passado num processo de crescimento de circulação e isso foi interrompido. Mas trata-se de uma questão conjuntural. Felizmente as notícias sobre a economia são cada vez mais positivas, e a circulação dos jornais voltará a crescer", previu Judith Brito [presidente da ANJ]. Sobre a concorrência das novas mídias, Pedreira afirma que é preciso buscar um modelo sustentável. "Nos Estados Unidos criou-se a cultura de que a internet é território da informação livre e gratuita. Isso não fecha. Como é que uma empresa vai produzir seu conteúdo e entregá-lo gratuitamente?" O fato de jornais dos Estados Unidos e da Europa enfrentarem concorrência mais forte da internet pode ser vantajoso para o Brasil, segundo o diretor da ANJ. "Podemos aprender com os erros e com os caminhos que eles percorrerem."
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 19h33
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Ao olhar para Sarney (...) deveriam visualizar as casas imundas de taipa e palha do sertão maranhense No iniciar da crise do Senado que caiu sobre o presidente José Sarney, o jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, escreveu um terrível artigo sobre ele intitulado “Sarney, o homem incomum” (edição de 25/06/2009). Pela crueza das palavras e contundência das críticas copio alguns trechos: ● Olhassem Sarney como ele é, um coronel arcaico, chefe de um clã político que há quatro décadas domina a ferro e fogo o Maranhão, estado mais miserável da nação, os jornalistas brasileiros poderiam inaugurar um novo tipo de cobertura política no Brasil. ● A influência política de Sarney foi forte o bastante para garantir a derrubada do governador Jackson Lago, no início do ano, para que a filha, Roseana, fosse reentronizada no cargo que, por direito, imaginam os Sarney, cabem a eles, os donatários do lugar. ● Conservador, patrimonialista e cheio dessa falsa erudição tão típica aos escritores de quinta, José Sarney foi o último pesadelo coletivo a nós impingido pela ditadura, a mesma que ele, Sarney, vergonhosamente abandonou e renegou quando dela não podia mais se locupletar. ● Ao olhar para Sarney, os repórteres do Congresso Nacional deveriam visualizar as casas imundas de taipa e palha do sertão maranhense, as pústulas dos olhos das crianças subnutridas daquele estado, várias gerações marcadas pela verminose crônica e pela subnutrição idem. ● Pelo apoio de José Sarney, o presidente entregou à própria sorte as mais de seis milhões de almas do Maranhão, às quais, desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003, só foi visitar esse ano, quando das enchentes de outono, mesmo assim, depois que Jackson Lago foi apeado do poder. Para acesso ao texto integral, CliqueAqui.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 21h53
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Os sites que fazem a mega-sena pela internet podem ser vigaristas Matéria do jornal O Estado de São Paulo, de hoje (17/08/09) anuncia que “Caixa planeja aceitar apostas de loterias pela internet em 2010”. O texto explica as dificuldades que retardaram o procedimento até agora: Mas o problema maior enfrentado pela Caixa até o momento não envolve os detalhes do projeto. O que pode complicar os planos do banco são os donos das casas lotéricas: as apostas na internet devem reduzir o movimento nas unidades e os responsáveis por essas franquias sabem que acabarão perdendo dinheiro. Segundo o repórter que assinou o texto, Felipe Recondo, “Hoje, aproximadamente 120 sites oferecem serviços de apostas nas loterias federais para aqueles que não querem ou não têm tempo de enfrentar as filas nesses estabelecimentos.”. E termina a reportagem com uma corajosa afirmação sobre (mais exatamente: contra) a honestidade desses sites: O apostador paga uma quantia para que o administrador do site faça uma aposta na Mega-Sena, por exemplo. Como a probabilidade de o interessado ganhar é mínima, o dono do site fica com o dinheiro e não faz o jogo na lotérica. Caso os números sugeridos pelo jogador sejam sorteados, ele obviamente não receberá o prêmio oficial. Para alertar sobre essa prática, a Caixa mantém em seu site um comunicado com o aviso de que "não reconhece, não tem vínculo nem responsabilidade sobre qualquer modalidade de loteria ou sorteio comercializados pela internet". Com as apostas sendo feitas diretamente no site da Caixa, não haverá clientela para esses sites clandestinos. Nos anos 1970 e 80 eu convivi com uma situação parecida, mas não idêntica: os bookmakers, que eram banqueiros de corridas de cavalos. Recebiam as apostas e pagavam os prêmios aos apostadores. Eram desonestos com as entidades que promoviam, com altos custos, as corridas, pois nada pagavam para elas ou para o Fisco. Mas sempre pagavam as apostas de acordo com os regulamentos: afinal o contato com o freguês-cliente era cara-a-cara, não era virtual como nos tais 120 sites de mega-sena. Os books foram arruinados pelos avanços tecnológicos: a abertura de agências oficiais levou os apostadores para a legalidade. O repórter Felipe Recondo cometeu uma falha de técnica jornalística ao afirmar que os sites são desonestos sem citar fontes ou dados concretos, mas eu acredito em suas palavras. Acredito ainda que, no máximo, eles paguem as apostas menores para evitar a divulgação da desonestidade e manter o site na ciberesfera por algum tempo.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h01
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Lula se tornou um mestre em administrar pressões e tendências que se opõem A longa permanência da senadora acriana (poderia escrever acreana até 31/12/2012, prazo limite para uso da velha ortografia) Marina Silva no governo lulista e sua substituição (continuística) por outro militante ambientalista, Carlos Minc, merece reflexões. Ambos são defensores radicais da preservação da natureza e dos direitos humanos de índios e pobres. Acertam no geral mas erram nos detalhes, pois a natureza tem muita coisa renovável, nem tudo precisa de preservação. Ademais, a civilização traz avanços à saúde do índio e a adesão deles ao tal de “capitalismo explorador” pode ser uma opção melhor do que a morte à míngua. Os ambientalistas lideram o contraponto ao investidor explorador, espoliativo e predador, que tem poder econômico e político, pois também elege senadores e governadores. Mas os empresários do ramo formam um grupo que também acerta e também erra: produz riqueza e muitos postos de trabalho, mas não remunera condignamente os trabalhadores braçais — mantendo o pobre imerso na vexatória pobreza — e lesa a natureza em um nível que não pode ser devidamente aquilatado, de consequências ainda desconhecidas para ao futuro. Lula mantém representantes dos dois grupos em seu governo e os afaga igualmente nos encontros políticos. Um dos motivos pelos quais ele não dá entrevistas coletivas durante ou após os encontros com grandes platéias é que sua fala é propositalmente contraditória: ora defende o capital, ora defende os direitos humanos; ora defende a produção agrícola massiva, ora a preservação da natureza. O cardápio das falas depende do sabor do glutão. Esta aparente contradição é a sua perspicácia, a sua inteligência política: mantém os laços com grupos que não se entendem, até se odeiam. Não atende inteiramente a qualquer dos lados, mas também não os exclui. Lula não é a melhor opção para estes grupos de atuação política, mas deixa implícita a idéia de que é “melhor com ele do que sem ele”. O militante-aliado, seja ambientalista ou seja capitalista, aprende que terá que travar disputas internas com companheiros de governo, que em tese são seus aliados, mas na prática são rivais domésticos, internos. Um ninho de cobras... Aprende que terá apenas pequenos ganhos, que não conseguirá atingir todos os seus objetivos, mas tem a chance e oportunidade de conseguir parte deles. Para a nação, existe uma vantagem lógica na manutenção de personalidades (ou grupos) divergentes sob o mesmo guarda-chuva: cada um apara as arestas, os extremos, do outro. O militante radical ganha a utilidade e função de neutralizar o radical contrário, que é a sua outra face. E nesta toada o metalúrgico tardiamente alfabetizado e nunca intelectualizado vai ganhando um lugar na História que poucos líderes políticos conquistaram num país instável, vítima de confrontos irresolvíveis, mas sempre renováveis.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h20
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Dois cavalos correndo com apetite Os dois cavalos abaixo galoparam de boca aberta, mas o apetite não garantiu bons resultados. Como as fotos saíram bonitas (são de minha lavra, aliás de minha câmera), disponibilizo abaixo: Os cavalos são o Bello Runner e o Resende, que correram provas importantes no dia do Grande Prêmio Brasil de turfe (02/08/2009):  
Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 18h34
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De nossa vida, os outros cuidam... Recebi uma crônica com um certo formato de piada que achei deliciosa, atribuída ao escritor Luiz Fernando Veríssimo. Termina com esta frase lapidar: “Devemos cuidar apenas da nossa saúde, pois da nossa vida, todo mundo cuida!!!”. Pesquisei na internet para tentar confirmar a autoria e tive alguma dificuldade, pois a crônica foi reproduzida em dezenas de sites, mas sem esta questão. Acabei encontrando um artigo em formato acadêmico de Betty Vidigal (que a autora me desculpe, mas não a conheço) sobre textos apócrifos (segundo o Houaiss: diz-se de ou obra falsamente atribuída a um autor ou de cuja autoria se tenha dúvida) mas atribuindo esta crônica ao verdadeiro L. F. Veríssimo. Um detalhe curioso: ela usa um site especializado em... loteria esportiva. Para acessar o texto da Betty, CliqueAqui. Não parece ser o caso, mas Luiz Fernando Veríssimo, o filho mais conhecido do grande Érico, é considerado – inclusive por si próprio – como um dos autores mais falsificados da internet. Muita coisa que é atribuída a ele nem passou pelos seus neurônios, dedos e teclas. Como uma boa leitura não deve ser esquecida, serei mais um a reproduzir a crônica: O MOTEL Mirtes não se agüentou e contou para a Renata: - Viram teu marido entrando num motel A Renata abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes. -Quando? Onde? Com quem? - Ontem. No Discretíssimu's. - Com quem? Com quem? - Isso eu não sei. - Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna? - Não sei, Re. - Carlos Alberto me paga. Ah, me paga. Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Renata anunciou que iria deixá-lo e contou por quê. - Mas que história é essa, Renata? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você! - Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir. - Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram. - Pois então? - Pois então que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir. - Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você! - Mas elas não sabem disso - Eu não acredito, Renata! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção? - Vou! Mais tarde, quando a Renata estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio: - Acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Dico. - O que ele queria? - Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar. - O quê? - Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem. - O homem era você! - Eu sei, mas eu não fui identificado. - Você não disse que era você? - O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher? - E então - Desculpe, Renata, mas... - O quê??? - Vou ter que te dar uma surra...
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 09h48
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Políticos fracassados chegam ao cargo de Senador brasileiro O Senado brasileiro tem 81 membros, mas 17 deles entraram na condição de suplentes, portanto não haviam se candidatado ao cargo. Um deles, o carioca Paulo Duque, era segundo suplente, aliás o único segundo suplente exercendo o cargo. Segundo o site Último Segundo, “Duque chegou ao Senado em 2007. É o segundo suplente de Sérgio Cabral, que deixou o Senado ao eleger-se governador do Rio em 2006. O primeiro suplente, Régis Fichtner, virou secretário de governo.”. Ele foi um importante participante de um episódio político brasileiro que causou grande furor nos anos 1960, que extraio da mesma fonte: “Aos 82 anos, Duque foi deputado estadual durante oito mandatos no Rio. Durante os anos 1960 na Assembléia Legislativa, foi relator da CPI que investigou a denúncia de afogamento de mendigos pela guarda do governador da Guanabara, Carlos Lacerda.”. Seu passado político (várias eleições vitoriosas) é uma exceção entre os suplentes, quase todos pessoas que haviam fracassado neste meio ou sequer haviam se elegido antes para cargos públicos de importância. Um exemplo grotesco é o representante mineiro Wellington Salgado, o “Cabeleira”, que ganhou a suplência de Hélio Costa por ter financiado boa parte da campanha eleitoral deste e agora exerce o cargo, pois o titular está ministro há anos. Há muito tempo a imprensa descobriu que ele morava no Rio de Janeiro e apresentou um falso domicílio eleitoral na cidade de Araguari, mas o caso está esquecido. Exatamente por causa desta falta de ligação com o público eleitor, com o cidadão brasileiro, os suplentes se tornaram a moeda-podre do jogo sujo: são os que assumem de forma mais agressiva a defesa dos senadores que estão sob a mira da mídia por acusações de corrupção. Como está acontecendo exatamente agora com o próprio presidente da Casa, José Sarney.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h32
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Dois cavalos de primeira qualidade  
Flymetothemoon e Rutini são dois dos melhores cavalos de corrida do país. Flymetothemoon (não seria mais bonito se fosse registrado como Fly Me To The Moon?) é um campeão e chegou em segundo lugar. O negro Rutini é bom, mas não tanto quanto. Nos flagrantes acima eles estavam se apresentando para o público, antes da corrida (02/08/2009).
Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 23h14
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O mercado das gravações musicais está em franca decadência e transformação Na década de 90 estive três vezes nos Estados Unidos: aficionado por música, em todas visitei a megaloja Virgin, uma gigante do ramo, espalhada pelo país. Tinha música de todo o mundo, CDs que podiam ser ouvidos e testados. Elas tinham um sistema acústico impressionante: não havia paredes separando as seções, mas a música que tocava numa área não sofria a interferência da que era ouvida na área ao lado. Voltei aos Estados Unidos no mês passado e procurei a mais famosa Virgin Megastore, no Times Square de Nova York, mas a encontrei fechada, com um grosso cadeado. Não havia lido a notícia do seu fechamento, no mês anterior: era a última das 23 megastores do grupo que ainda restava, que tentava resistir à decadência do mercado da música internacional. Foi derrubada pelos downloads de música em formato mp3 pela internet, pelo uso de programas de compartilhamento de arquivos como E-mule, Bit Torrent, Napster, iMesh e Kazaa. Tecnicamente, pirataria cibernética, pois as pessoas recebem a música em boa qualidade e não pagam por ela. Nos Estados Unidos as gravadoras ainda mantém um bom preço para os CDs e também garantem um lucro extra vendendo cartões com código, que dão direito a baixar músicas pela internet, legalmente. No Brasil também existe a venda de músicas – geralmente por unidade – em sites como o do provedor-líder UOL, mas certamente representam um mercado pequeno, um montante de dinheiro bem baixo. Provavelmente, a grande maioria deste público brasileiro compra apenas músicas que não estão disponíveis nas redes de compartilhamento. Conhecendo o caráter do brasileiro, garanto que a fatia menor reúne as poucas pessoas que usam o sistema porque acreditam que é a única forma honesta de agir. Em decorrência, o preço caiu: as gravadores vendem a maior parte de seu estoque a nove reais e noventa e nove centavos. E os/as caixas nem ficam mais com o um centavo de troco, pois quase todas as compras são feitas com cartão de crédito ou débito. Os artistas e os profissionais que ganham dinheiro com o trabalho deles estão sem rumo, perdidos e confusos diante deste momento de transformação do mercado de trabalho, promovida pelos avanços tecnológicos. Sonham com a reestabilização futura, mas a roda da história não interrompe o seu movimento e existe a real possibilidade de que a música jamais volte a ser um mercado de trabalho organizado e rentável.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 21h42
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Flagrantes fotográficos do Grande Prêmio Brasil de turfe
Até os anos 1980 as corridas de cavalos recebiam farta cobertura diária dos quatro grandes jornais do eixo Rio-São Paulo. Os repórteres fotográficos se esmeravam em obter flagrantes maravilhosos. Tempos que não voltam mais... Aproveitei os avanços e a popularização da fotografia digital para fazer meus flagrantes do Grande Prêmio Brasil de 2009. Abaixo, duas sequências do cânter (galope de apresentação) do ganhador Jeune-Turc:  
Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 18h48
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Mais uma história envolvendo calote de bilhões de reais Em seus estertores, a ditadura militar brasileira aprovou um programa de subsídios aos exportadores que lesaria — caso fosse integralmente usado — os cofres públicos em uma fortuna. Em 1983 eles foram suspensos e agora existe o risco concreto e real de se transformarem numa conta de 70 bilhões de reais (segundo os empresários) ou 280 bilhões (segundo a Receita Federal) para os cofres públicos, isto é, para os brasileiros. Segue o texto lido no telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo de hoje (06/08/09), a respeito da decisão tomada na véspera pela Câmara dos Deputados: A proposta aprovada na Câmara já havia sido votada no Senado. Agora, segue para o presidente Lula. Mas o presidente espera não ter que passar pelo desgaste de vetar a proposta. No próximo dia 13, o Supremo Tribunal Federal deve pôr fim a uma batalha jurídica de quase duas décadas e dizer quem tem razão sobre o crédito-prêmio. A mesma reportagem também explicou que trata-se de “crédito-prêmio do IPI, um incentivo fiscal criado no final dos anos 60 para estimular o comércio exterior e que virou uma das maiores disputas tributárias do país”. A comentarista de economia Myriam Leitão assim se posicionou: Enquanto todo mundo olhava para o Senado, a Câmara aprovou uma conta a ser paga pelos contribuintes. Essa é uma velha e feia história. Os subsídios dados pelos militares aos exportadores eram tão absurdos, eram dinheiro na mão, prêmio mesmo, que o Brasil enfrentou retaliação dos outros países. Por isso o prêmio foi suspenso em 1983. Os exportadores não se conformaram, entraram na Justiça contra o fim e continuaram descontando o subsídio no pagamento de outros impostos. A Constituição de 1988 decidiu que todo incentivo fiscal que não fosse confirmado em dois anos estaria extinto. O crédito-prêmio não foi confirmado, portanto acabou. De novo. Mas os exportadores continuaram usando o benefício. Agora se formou um enorme lobby empresarial. O governo fingiu que era contra negociou, a oposição ajudou e o resultado está aí: foi aprovada o que é, na conta dos beneficiários, uma dívida de R$ 70 bilhões do Tesouro com eles. Uma montanha de dinheiro para os exportadores. O Supremo felizmente terá a última palavra.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 11h14
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Fernando Collor poderia ter assassinado o senador Pedro Simon... Durante a campanha que Fernando Collor fez para o cargo de presidente do Brasil, em 1989, a revista Veja fez uma impressionante reportagem sobre ele, seu pai Arnon e seu avô Lindolfo, terríveis e poderosos “coronéis” da política nacional. Fiquei especialmente impressionado com Arnon de Mello, que assassinou o senador José Kairala (ele também tinha o mesmo cargo) durante uma sessão do Senado Federal, em 1963. Pensei: — Será possível que o povo brasileiro eleja este homem depois que uma revista de tamanha influência publicar uma reportagem com tantos fatos desabonadores? Elegeu. No dia 03/08/2009 ele discutiu duramente com o senador Pedro Simon, que depois declarou que “saía fogo nos olhos do Collor”. Vale republicar a primeira parte de uma matéria de 05/08/2009 (jornal O Globo) sob o mesmo título, e sobre o tal olhar assassino: Um dia após enfrentar a dupla Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) contou ontem que teve medo do olhar transtornado do ex-presidente da República, que, durante as quase duas horas de embate, ficou logo abaixo da tribuna olhando em sua direção. Simon disse que em vários momentos lhe passou pela memória a cena da tragédia que abalou Brasília na década de 60, quando o pai de Collor, o então senador Arnon de Mello, assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna. Segundo registros da época, Arnon disparou três tiros contra seu inimigo político, Silvestre Péricles, a 5 metros de distância. Errou todos, mas atingiu José Kairala, suplente que estava no último dia de mandato. Apesar do flagrante, a imunidade livrou o senador de punição. — É incrível! Me veio a imagem do pai do Collor. O pai dele errou o tiro. Mas ele estava ali (anteontem) bem perto, em linha reta, logo abaixo de mim! Foi assustador, saía fogo dos olhos do senador Fernando Collor. E eu não falei nada demais dele; quando vi, ele entrou correndo, completamente transtornado!
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 19h30
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O autor e seus objetivos
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Este
blog divide meus textos em 4 partes:
Turfe
- Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo
Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises,
história e lembranças foram registradas no computador e
muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e
também no site do
Jockey.
Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves,
para não cansar o leitor.
Crônicas e análises
- Assunto: qualquer um.
Dia-a-dia
- Comentários, notas, fotos interessantes.
Árvore
genealógica - Quando
me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem
suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço
deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um
pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que
mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.
Márcio
de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside
em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.
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