Márcio de Ávila Rodrigues


Blog em recesso, descanso

Por motivo de férias e viagem não estou atualizando o Blog do Márcio. Retomo minhas atividades bloguísticas em agosto, depois do Grande Prêmio Brasil (de turfe).

Abraços a todos.

Márcio de Ávila Rodrigues



Escrito por Márcio às 02h00
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Não acredito que Michael Jackson fosse pedófilo

Encerro o post (postar, em inglês) com um post scriptum (este é em latim), a título de comentário: não acredito que Michael Jackson fosse pedófilo.

Todos os seus traços biográficos expostos na mídia sugerem que ele era psicologicamente carente e que o sucesso de sua carreira na infância impediu a maturidade que se obtém através do convívio social.

Com o agravante do despreparo de seus pais para o sucesso artístico e para a riqueza advinda.

Uma personalidade com tais traços tende a se aproximar da criança de forma também pueril, se identifica com ela pelo lado do companheirismo. Um companheiro de brinquedos.

Geralmente estes homens são assexuados, no sentido de não ter prazer ou necessidade da prática sexual.

Já o abusador geralmente possui uma personalidade agressiva, mais relacionada a traumas fortes do que a um erro de formação, ou a uma simples interrupção do desenvolvimento psicológico natural.

Não falo como especialista – porque não sou – mas tenho minha experiência de vida, e acredito nela.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h54
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Michael Jackson foi uma vítima da mídia e da Justiça

Possivelmente a morte de Michael Jackson começou no dia em que ele recebeu a notificação do primeiro processo judicial por abuso de criança.

Segundo a mídia, ele se safou através de um acordo com os pais da suposta vítima, mas teve que desembolsar 30 milhões de dólares.

Mas na acusação seguinte foi levado a julgamento, algemado como um criminoso, e depois absolvido.

Sobre a sua morte real, provavelmente os especialistas vão concluir que ele tinha um quadro psicológico de grave insegurança, que o levou a um uso indiscriminado de medicamentos.

Um medo mórbido da sociedade, compatível com a pressão sofrida nos dois processos judiciais, fartamente noticiados pela mídia local e internacional.

Mais do que noticiados, tratados com bastante sensacionalismo. Um massacre.

O grande público reage a este tipo de noticiário de três formas: crédito total, imparcialismo e descrédito absoluto.

Quanto mais educada e evoluída a sociedade, maior o número de pessoas imparciais, que devem ter formado uma grande maioria neste caso.

Convenhamos que é muito difícil para um ser humano condenar ou inocentar alguém que não conhece pessoalmente, baseando-se apenas nas informações da mídia ou das autoridades policiais e judiciárias.

Mas a soma dos que acreditam nas denúncias com aqueles que preferem acompanhar o noticiário (mas não têm segurança para se posicionar) confere às duas instituições (mídia e Justiça) liberdade para tratar o assunto com dureza.

E as autoridades policiais e judiciárias, lá como cá, erram muito, como se vê estampado diariamente na mesma mídia que já havia produzido grande publicidade para o caso que carregava os equívocos.

Por que as autoridades erram?

Excluída a pequena cota de erros inevitáveis, naturais, acidentes imprevisíveis, sobra a grande cota da irresponsabilidade humana.

Irresponsabilidade manifestada na sede pelos holofotes, pela fama e pelo sucesso rápidos, com o objetivo de vantagem profissional ou de vazão de uma vaidade obsessiva, mórbida.

No âmbito da Justiça vale lembrar o distanciamento da realidade humana que os bacharéis do Direito adquirem, consequência de uma vida que transcorre quase exclusivamente no interior dos gabinetes e escritórios, através das longas leituras e estudos.

Este ser humano é mais moldado pelos livros do que pelo contato pessoal, pelo acesso, pelo convívio, pela sociabilidade.

Por estas trilhas seguem a abertura indiscriminada de processos, a procura de provas e indícios incriminadores, o desprezo pelas provas e indícios inocentadores, e os julgamentos precipitados.

E por que erra a mídia?

Basicamente por comércio, pelo lucro rápido que é intermediado pelo aumento de leitores, telespectadores e rádio-ouvintes.

E pelo aparente respaldo que lhe dão suas fontes de informação: polícia, Justiça, testemunhas, informantes.

Tem o discurso – ou desculpa – de apenas ter transmitido informações repassadas por terceiros, que frequentemente são órgãos oficiais, públicos.

Parece desnecessário, mas nunca é demais dizer que não falo de toda a mídia, de toda a corporação policial ou de toda a Justiça, mas entendo que o leitor está familiarizado esta sinédoque, tomando a parte pelo todo.

Uma prática que não é minha, é uma técnica de uso generalizado.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 16h29
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O necrológio de Geraldo Campos Valadão

Há uma dúzia de anos passei a acompanhar algumas solenidades por dever de ofício, solenidades frequentemente encerradas em recepções festivas.

Havia um frequentador tão contumaz nestas ocasiões que memorizei bem o rosto dele.

Ao abrir o jornal Estado de Minas de 02/07/2009 reconheci o rosto no lugar mais indesejável: a página dos necrológios.

Era o dentista Geraldo Campos Valadão, vice-presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais, a Fhemig.

Vítima de um câncer estomacal, ele falecera na véspera e mereceu três grandes anúncios fúnebres.

Perdem as solenidades uma presença constante, alguém que direcionou para elas a sua propensão à vida social.

Onde também exercitava e estreitava constantemente seus laços políticos, indispensáveis num país onde os mandatários que assinam os atos de nomeação são sempre substituídos após passagens – quase sempre curtas – pelos cargos mais importantes, numa migração interminável.

Deixo para a viagem eletrônica pelos caminhos da internet a biografia do falecido:

 



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 21h30
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Mario Vargas Llosa segue criticando Hugo Chávez

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, que divide com o colombiano Gabriel García Márquez a fama de principal nome da literatura em língua espanhola, é também um crítico duro das ditaduras e do populismo.

Hugo Chávez, presidente venezuelano, é seu alvo número 1.

Há um mês Llosa esteve em Caracas e foi importunado no desembarque pelos funcionários alfandegários, com proibições veladas de criticar o presidente.

Pela importância internacional de Llosa, não tiveram coragem de ameaçar ou agredir.

Ao retornar, ele escreveu um artigo, publicado no jornal O Estado de São Paulo sob o título “Entre a liberdade e Hugo Chávez”, na edição de 14/06/09, do qual destaco o seguinte trecho, localizado em posição intermediária:

María Corina Machado, fundadora do Movimento Cívico Súmate, mostrou, com documentos irrefutáveis, que o regime chavista, sob a aparência desordenada e caótica, maneja um rolo compressor, inteligente e implacável, de intimidação e extorsão das consciências e do voto, que manipula e subjuga sobretudo os funcionários públicos, os pensionistas e os operários e trabalhadores eventuais, oferecendo-lhes segurança em seus empregos em troca de adesão política e fazendo-os crer que todos seus movimentos e palavras são vigiados de modo que, ante o menor desvio, a represália governamental se abaterá sobre eles como uma guilhotina, privando-os do trabalho, do salário ou da pensão.

A ofensiva contra o setor privado da economia é vertiginosa. Um terço dela já está nas mãos do Estado. Dois milhões de hectares foram expropriados para ser convertidos - segundo um termo copiado da ditadura militar peruana do general Velasco Alvarado - em empresas de "propriedade social".

Foram igualmente estatizadas as empresas elétricas, a maioria das telecomunicações, indústrias de cimento, todas as empresas de serviços petrolíferos e todas as empresas mistas de exploração de petróleo, bem como siderúrgicas e incontáveis empresas médias e pequenas de distintos setores com pretextos diversos ou sem pretexto algum, mediante a mera prepotência. No âmbito financeiro, o Banco Santander foi a primeira vítima da estatização.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 14h43
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Comeram a bunda do Coelho da Páscoa

A charge abaixo está obviamente atrasada, mas é tão criativa que vou aproveitar a falta de criatividade de hoje, a falta de outro assunto:



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 22h35
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Blue Elf, um belo e musculoso cavalo de corrida

O Blue Elf é um dos melhores cavalos de corrida do país em pista de areia, mas não está no mesmo nível na pista de grama. Em maio seu proprietário mandou corrê-lo na principal prova para corredores de grama especialistas na distância da milha (1.609 metros), em São Paulo, e ele voltou a decepcionar. Mas no galope de apresentação ele teve oportunidade de mostrar a beleza e a musculatura de um belo exemplar da raça Puro-Sangue Inglês, como se vê abaixo:

 



Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 22h03
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Ancelmo Gois define o Rio de Janeiro como uma Meca Gay

O colunista de O Globo Ancelmo Góis se permitiu a um terrível cacófato (obviamente proposital) na sua coluna de hoje (02/07/2009), que estampo abaixo.

Um cacófato meio escatológico.

Deixo as críticas – pró ou contra este deslize de linguagem – por conta do leitor.

                



Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 23h11
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Indicação de um bom blog jornalístico: Cefas Alves Meira

Descobri o blog do Cefas durante as pesquisas sobre a morte do meu ex-colega Luiz Otávio Madureira Horta, o Tatá.

Cheguei a conhecer o Cefas de vista na redação do Estado de Minas, mas creio que nunca conversamos. Como eu não cheguei a trabalhar lá, apenas fazia assessoria de imprensa para o Jockey Club, meu contato sempre foi com o pessoal de Esportes.

Agora fizemos uma amizade internética e saudosista, trocando lembranças de velhos colegas falecidos que deixaram saudade: Achilles Márcio Reis, Fernando Carlos de Carvalho, Túlio Berti, Xoxó, Naeme Mansur.

Achilles e Fernando Carvalho foram diretores do Jockey Club de Minas Gerais e meus preceptores jornalísticos nos idos de 1970 e pouco.

Indico a leitura do blog do Cefas (para acessar, CliqueAqui), que vai ganhar um lugarzinho nas minhas sugestões de links.



Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 19h55
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O coração de Michael Jackson parou por medo da próxima turnê

Existe a Psicologia clínica, científica, tema de uma formação universitária completa; mas também existe a capacidade de análise do comportamento humano que a experiência de vida transmite a todos.

Recorro à segunda, com o auxílio da primeira (pelo menos do que aprendi em leituras e informações, já que não fiz o curso) para tentar entender a triste morte do cantor-dançarino Michael Jackson.

Acredito que produtos químicos estranhos vão aparecer nos exames toxicológicos; provavelmente excesso de medicamentos, como aconteceu com Elvis Presley.

A farmacopéia industrializada contemporânea é o recurso constante de um grupo humano que é objeto de estudo rotineiro da Psicologia: os angustiados.

As atitudes de vida e os relatos da mídia sobre Michael clarificam a identificação de seu perfil psíquico: não alcançou a maturidade e sentiu o peso da popularidade e de ser tratado como extra-humano.

Tornou-se angustiado, depressivo e solitário; passou a ter medo do sucesso, da vida, das pessoas.

Um quadro comum e frequente entre pessoas de origem simples e que alcançam, cedo, uma estrondosa popularidade, geralmente nos esportes, música e artes cênicas.

Adriano, Garrincha, Marinho Chagas, Humberto Monteiro e Reinaldo são exemplos brasileiros no futebol; Maysa, Elis Regina, Cássia Eller e Tim Maia na música (as cantoras, com menos ênfase na questão da origem humilde).

E ele tinha um motivo forte para gerar medo e insegurança: os preparativos para uma grande turnê artística, a maior que faria em muitos anos.

Uma série de encontros com uma multidão assustadora, luzes e efeitos especiais apavorantes, cobranças e compromissos terríveis.

Situações apenas substantivas para o profissional maduro; motivos de adjetivações fortes, fortíssimas, para o angustiado.

Não pode ser coincidência a parada cardíaca aos 50 anos: a descarga constante de adrenalina sempre aumenta seus efeitos quando associada à química exógena, representada por medicamentos ou tóxicos.

Mesmo distante milhares de quilômetros do local dos exames, sem jamais ter visto de perto, uma vez sequer, aquele corpo que quebrou os limites raciais ao transmutar do negro-negro para o branco-branco, eu proclamo meu diagnóstico da causa-mortis: Michael Jackson foi assassinado pela angústia e pelo medo da turnê mundial que iria estrelar.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h01
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O autor e seus objetivos


Este blog divide meus textos em 4 partes:

Turfe - Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises, história e lembranças foram registradas no computador e muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e também no site do Jockey. Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves, para não cansar o leitor.

Crônicas e análises - Assunto: qualquer um.

Dia-a-dia - Comentários, notas, fotos interessantes.

Árvore genealógica - Quando me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.


Márcio de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.




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