Márcio de Ávila Rodrigues


 
 

Itaú é condenado por sujar nome de cliente por dívida de três centavos

Esta matéria publicada no site do provedor UOL (25/06/2009) merece ser transcrita na íntegra (e ainda dispensa comentários):

A Justiça do Rio de Janeiro manteve sentença que condenou o banco Itaú a indenizar um cliente que teve seu nome inscrito em um cadastro de inadimplentes por causa de uma dívida de R$ 0,03 (três centavos).

Por unanimidade, os desembargadores da 16ª Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) entenderam que a conduta do banco foi “arbitrária, desproporcional e viola os princípios de boa-fé objetiva e da razoabilidade” e aumentaram a indenização por danos morais de R$ 2 mil para R$ 7 mil.

Segundo informações do TJ-RJ, Nazareno da Silva Duarte renegociou uma dívida com o banco, tendo pago todas as parcelas em dia, exceto R$ 0,03 da primeira parcela do acordo.

O relator do caso, desembargador Agostinho Teixeira, ressalvou em seu voto que o credor não é obrigado a receber valor inferior ao devido, mas nem por isso pode aplicar a sanção diante de um valor tão insignificante.

A Corte considerou ainda que o valor de R$ 2 mil, estabelecido pela 1ª instância, não é suficiente para desestimular o comportamento lesivo da instituição financeira. “Apesar de bem fundamentada, a sentença merece pequeno reparo porque o quantum indenizatório é insuficiente para atender ao caráter punitivo-pedagógico que deve estar ínsito nas indenizações por dano moral”, completou o relator.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 19h55
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Drauzio Varella espera um aumento da Gripe H1N1, ex-suína, no inverno brasileiro

Dois filhos de um amigo meu foram diagnosticados com a gripe A(H1N1), antes chamada de Gripe Suína.

Já estão curados, mas um deles chegou a ter febre de quase 40 graus.

Um deles (o outro) é aluno do Colégio Marista Dom Silvério (Belo Horizonte) que, segundo matéria do jornal Estado de Minas, em 24/06/09, tinha 11 alunos e uma professora contaminados.

Quatro dias depois o ministro da Saúde confirmou o primeiro caso fatal no Brasil, o caminhoneiro Vanderlei Vial, de 29 anos, que havia retornado pouco antes da Argentina.

Em sua coluna na Folha de São Paulo, de 20/06/2009, o médico Drauzio Varella alertou sobre a expectativa de agravamento da epidemia por causa do inverno.

Destaco os seguintes trechos da matéria:

Sempre que surge uma epidemia, o mundo quer saber se tudo foi feito para contê-la nos momentos iniciais. A pergunta tem lógica porque não são raros os exemplos de governantes que escondem os primeiros casos de doenças contagiosas para evitar preconceitos e perdas econômicas.

Ficou claro que cerca de um terço deles veio do vírus da gripe suína da América do Norte, um terço da gripe aviária também norte-americana e o terço restante da gripe suína típica dos países europeus e asiáticos. Os fatores que facilitaram a transmissão do vírus para o homem, bem como sua adaptação à disseminação de homem para homem, são desconhecidos.

Ninguém sabe, leitor, a epidemia está em sua infância. A chegada do verão nos países do hemisfério norte provavelmente diminuirá a velocidade de propagação, mas existe a possibilidade de seu retorno no outono. Para nós, que vivemos ao sul, o pior virá agora, com o inverno.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 22h02
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Minerim no médico (humorismo)

Seu Antônio, aproveitando a viagem pra Belzonte, foi no médico fazer um 'checápe'.

O médico então observa:

 — Sr. Antônio, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.

 — E eu disse ter 40 anos?

 — Quantos anos o senhor tem? - indaga o médico.

 — Fiz 57 em maio que passou.

 — Puxa! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?

 — E quem disse que meu pai morreu?

 — Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?

 — O véio manteiga tem 81!

 — 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?

 — E eu disse que ele morreu?

 — Sinto muito. E quantos anos ele tem?

 — 103, e anda de bicicleta até hoje!

 — Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê?

 — E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar... na semana que vem!

 — Agora já é demais! - diz o médico revoltado - Por que um homem de 124 anos iria querer casar?

 — E eu disse que ele QUERIA se casar? Queria nada! Ele engravidou a moça.....



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 22h43
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Merval Pereira fala sobre a queda do diploma jornalístico

O jornalista Merval Pereira, que é articulista do jornal O Globo, publicou em sua coluna de 19/06/2009 um artigo com o título “O diploma e o monge” a respeito da queda da obrigatoriedade do diploma jornalístico determinada pelo Supremo Tribunal Federal em 17/06/2009.

Ele explicou o título da matéria logo na abertura: Gostei muito de um comentário do Carlos Heitor Cony em seu programa com o Arthur Xexéo na CBN. Disse ele: "O diploma não faz o jornalista, assim como o hábito não faz o monge".

Selecionei, ainda, os seguintes trechos do artigo (que pode ser facilmente encontrado na íntegra com a ajuda do Google):

Cony completaria a explicação salientando que nós, jornalistas, somos que nem os jogadores de futebol, testados no campo, no dia a dia da profissão. Não adianta ser amigo do técnico, nem ser indicado por amigo do patrão ou do chefe. Se o jornalista não for competente na sua função, não resiste na carreira, ou vai ficar marcando passo. Com ou sem diploma.

A decisão do STF tem a particularidade mais especial de colocar a profissão em sintonia com o movimento de transformação por que passa a profissão, com o advento das novas tecnologias.

Cony ainda deu um exemplo perfeito sobre como, desde sempre, a arte de informar e divulgar acontecimentos esteve ao alcance de qualquer um que tenha uma boa fonte de informação: os relatos de Cristo e seus apóstolos mudaram o mundo.

Concordo também com a definição que saiu da reunião do Supremo, de que o diploma é obrigatório para as profissões que põem em risco a segurança de terceiros ou a segurança pública.

Ninguém se torna ético ou assimila valores morais apenas durante um curso superior de jornalismo ou de qualquer outra profissão, mas este é um ponto em que as universidades de jornalismo têm papel importante: na formação de um indivíduo, que se refletirá no seu exercício profissional.



Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 20h29
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Falar mal de político é um esporte que não diverte e traz consequências negativas

O aguerrido senador goiano Demóstenes Torres decidiu conhecer o Museu Imperial, em Petrópolis, no dia 13 de junho de 2009.

Estava tentando passar por incógnito (ou quase): trajava roupas comuns, tênis e tinha a companhia de uma loura jovem.

Se a causa da discrição era a presença da loura, peço desculpas pela indiscrição mas, pensando bem, azar o dele: era um lugar público e movimentado.

Eu estava ao lado e pensei que fosse algum sósia, mas depois de algumas insistentes olhadas não tive mais dúvidas.

Não me lembrei do nome imediatamente, pois tenho o estranho hábito de esquecer o nome de algumas pessoas exatamente na hora que as vejo, ou quando vou cumprimentá-las.

Alguns metros à frente, um rapaz também o reconheceu e se lembrou do raro prenome Demóstenes; uma senhora que estava com ele se aproveitou para exercitar o velho esporte nacional de tachar os políticos de ladrões.

Clara e nitidamente, mais uma representante da imensa maioria de brasileiros que não conseguem entender que o preconceituoso ódio a toda a classe política é uma atitude infantil, inútil e inconsequente.

Não existiria sociedade humana se não houvesse administração pública, atividade que só pode ser exercida por pessoas, que são chamadas de políticos.

Se a palavra “política” for trocada, se os seus atores contemporâneos saírem de cena, outros terão que fazer o mesmo papel, ou a civilização desaparece.

Aquela senhora deveria estar satisfeita por ter o direito de escolher os mandatários; um direito que ela não teria se tivesse vivido na época em que o Museu Imperial era o Palácio do Governo do Império Brasileiro.

Museu Imperial (Petrópolis-RJ)



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 11h52
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Os magistrados têm medo de separar as crianças de lares violentos

Fala-se muito na importância do Estatuto da Criança e do Adolescente e das políticas de defesa destes seres em formação, mas a verdade é que o aparato de Estado é frouxo nesta área.

A todo instante, exemplos retornam esta questão para a ordem do dia.

O último exemplo foi o da menina Sophie Zanger, que morreu em 19/06/2009, no Rio de Janeiro, por suspeita de espancamento, após ficar uma semana internada em estado de coma.

A versão online da Folha de São Paulo explica: “O pai da menina, o austríaco Sascha Zanger, afirmou à Folha de S.Paulo que culpa a Justiça brasileira pela morte da filha de quatro anos. Zanger diz que a menina e o irmão dela, de 12, foram trazidos da Áustria para o Brasil pela ex-mulher sem sua permissão em janeiro de 2008. A menina e seu irmão estavam sob a guarda da tia Geovana desde o desaparecimento da mãe. Com as suspeitas de que Sophie estava sendo agredida pela tia e por uma prima, a Justiça transferiu na semana passada a guarda das crianças para a mãe adotiva de Maristela, Anayá Rocha.

Independentemente da existência de divergências nos detalhes ou da falta de comprovação da causa mortis, há algumas linhas gerais neste caso que seriam suficientes, num país mais responsável, para garantir a transferência da guarda para o pai:

a) A mãe levou as crianças contra a vontade dele; b) ela tinha problemas psiquiátricos; c) estava desaparecida; d) morava numa favela, em uma casa humilde e mal cuidada.

Para piorar, a Justiça tinha indicativos de que a criança estava sendo maltratada, mas optou por transferir a guarda para a avó adotiva.

A verdade é que as autoridades brasileiras têm medo de tomar medidas radicais, têm medo das críticas (colegas, mídia), têm medo de assumir as responsabilidades.

Em alguns casos – neste, certamente – têm medo de parecer preconceituosos: a mãe é negra, pobre e favelada; o pai é branco, europeu, oriundo de um país rico.

É uma diferença cultural: o magistrado de Primeiro Mundo prefere o risco de errar por excesso do que pela omissão.

Pairando dúvidas, afasta a criança do adulto suspeito e só devolve quando fica convencido que este está realmente capacitado a exercer a paternidade ou maternidade.

O aparente erro de julgamento não é contabilizado como um fato significativo no currículo.

O magistrado brasileiro, também de um modo geral, só se decide quando tem convicção, mas pode acontecer que a situação se agravou a tal ponto que a decisão se torna inútil.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 23h31
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Um comercial inteligente e bem dirigido (Nova Schin)

Ocasionalmente algum comercial na TV me encanta. O troféu vai, neste momento, para o da cerveja Schincariol, agora usando o nome comercial de Nova Schin.

Estou falando, especificamente, de um filmete que usa as festas juninas como temática. O rapaz quer se aproximar da garota e escreve um bilhetinho bem caipira, com este texto que ela lê, a princípio animada, depois irritada:

— Você gatinha, mas está a perigo. Quer desencalhar comigo?

Ela responde alto, como se estivesse falando com ele: “Vai pra...”

A imagem volta para ele, que pisca o olho como se aquilo tivesse sido um sonho e a seguir aparece tomando cerveja com a Gatinha a Perigo.

Espertos os criadores do filme, que optaram pelo tradicional final feliz.

O mérito maior foi na escolha da gatinha, uma lourinha bonita que dominou o comercial com o sotaque caipirês e suas caras e bocas adequadas, na proporção exata.

O comercial está no YouTube, e o link é CliqueAqui.



Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 21h12
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Uma perua em Petrópolis

A vaidade humana não tem limites; a feminina, menos ainda.

Este flagrante fotográfico foi captado pela minha câmera digital Casio em Petrópolis-RJ (13/06/2009).

Era uma manhã fria e a pós-adolescente da foto caminhava pela Rua Teresa, o mais conhecido polo de venda de roupas da região, trajando uma estranha combinação de vestuário: camisa comprida (até as pernas) e solta sob um agasalho grosso de inverno, uma calça colante até o joelho, e uma estranha meia de uma imitação de pele de bicho, branca e espessa.

Coberta em excesso em algumas partes, e exposta ao frio no restante.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 23h23
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Tatá, uma vida dedicada ao jornalismo (mais uma que o cigarro encurtou)

Perdi anteontem, 18/06/2009, o colega jornalista Luiz Otávio Madureira Horta, o “Tatá”.

Fui colega dele no extinto Jornal de Minas, na década de 70, e só voltei a reencontrá-lo quando tive oportunidade de trabalhar com a sua irmã Dulce.

No ano passado, durante as pesquisas de minha árvore genealógica, descobri que éramos parentes através do sobrenome Madureira, que meu avô não herdou e nem repassou.

Eu pretendia telefonar para ele para conversar sobre a história do Jornal de Minas, que foi um marco na imprensa mineira por circunstâncias absolutamente extraordinárias: era intimamente ligado à ditadura militar, era o seu braço jornalístico por aqui. Esperei demais pela oportunidade da conversa e a morte precoce de minha fonte só confirmou a máxima de que não devemos adiar novos planos, desejos e decisões, pois o tempo não para, e sempre passa.

Tatá foi vítima de um dos maiores vilões da saúde humana, o cigarro. Fumante pesado, sofreu uma trombose que causou a amputação de uma perna e, meses depois, da outra. Nos últimos meses de vida conseguiu largar o cigarro e estava escrevendo um livro, mas a saúde já estava comprometida e o coração não aguentou.

Tinha 64 anos (nasceu em 15/09/44) e o site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais publicou a seguinte minibiografia dele:

Tatá deixa três filhos, Cristiano, Ana Paula e Flávia, fruto da união com Sandra Marília Guimarães, também falecida. Posteriormente, casou-se com a jornalista Cândida Lemos, de quem acabou separando-se. Luiz Otávio trabalhou, entre outros veículos, na revista Fatos e Fotos, no Rio de Janeiro, na sucursal da "Tribuna da Imprensa", em Belo Horizonte, e no extinto "Jornal de Minas", onde foi editor de primeira página em meados da década de 70.

Em seguida foi trabalhar na editoria Internacional do "Estado de Minas" ao lado do editor Dídimo Paiva. Crítico de cinema, Tatá é autor do livro "História da Cantina do Lucas e da Rua da Bahia", em co-autoria com a jornalista Glenda Naves.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 23h36
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Meu protesto contra a falta de educação no cotidiano

Positivamente, o brasileiro não sabe que existem regras básicas no comportamento em sociedade.

Incomodar os demais ou sujar os espaços públicos pode não ter a gravidade de um roubo ou de um assassinato, mas também é condenável e deve ser combatido.

O individualismo só é natural para o ermitão; 99 vírgula muitos noves por cento da população está em contato permanente ou intermitente com os demais seres humanos.

Os defensores do direito ao ato de fumar argumentam que, pelo menos na rua, a fumaça se espalha e não prejudica os transeuntes.

Mas quem não se irrita ao passar ao lado de um fumante com cigarro aceso numa calçada estreita e cheia de pedestres, com medo de queimar a roupa ou o braço?

Outra coisa irritante: aqueles obsoletos guarda-chuvas com uma ponta metálica, pronta para fincar coxas e canelas, parte de um tempo em que as calçadas tinham menos pessoas, poucas barracas de ambulantes, e os chineses ainda não estavam exportando os dobráveis, baratos e descartáveis.

Parece ilógico, mas há quem jogue papel e plástico no meio da rua de consciência limpa, acreditando que está ajudando a manter o mercado de trabalho dos garis e formiguinhas.

Cuspir ou escarrar na rua não tem nenhuma justificativa; um ato que só não enoja o cuspidor. Que são milhares, milhões.

E os jovens de mente centenária, oitocentista, que pisam e sujam os assentos dos ônibus urbanos que tantos irão usar?

Qualquer dinheiro gasto com campanhas de educação básica é justificável, bem-vindo.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h12
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Advogado analisa detalhes da medida do CNJ que afasta os titulares de 5.000 cartórios

O advogado e professor de português Paulo Afonso Guimarães Lima, o mais assíduo frequentador deste blog, acrescentou alguns comentários sobre o texto que escrevi analisando a medida do Conselho Nacional de Justiça que afasta cerca de 5.000 responsáveis por cartórios no Brasil.

Suas palavras saíram noComente” que aparece abaixo do meu texto; como muitos leitores desconhecem esta propriedade ou, por comodidade, lêem somente o material exposto na página principal, repito a análise sucinta do Paulo Afonso, pelo interesse do tema:

Márcio, Não obstante o fato de o CNJ ter disciplinado a matéria, há de se ressaltar que ainda há inconstitucionalidade nessa decisão, haja vista o fato de que 2/3 das vagas devem ser preenchidas por concurso público, e 1/3, por remoção, leia-se, concurso interno. Ora, por que não ser concurso para todos, inclusive para as vagas destinadas a remoção? Afinal, essas serão sempre as melhores, e a Constituição da República preconiza que qualquer concurso deve ser pra todos, não se cogitando de Concurso Interno. Se assim o é, abre-se precedente para que os órgãos públicos também promovam concursos internos, o que já foi rechaçado pelo ordenamento jurídico há muito tempo, desde 1988.

Em tempo: Pior que a inconstitucionalidade é patrocinada ou afiançada por um Órgão que cuida do controle externo do Judiciário. Vamos aguardar se alguém atina para esse fato. [12/06/2009]



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 09h44
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Aprovada medida – 21 anos depois – que afasta os titulares de 5.000 cartórios

O jornalista Sérgio Porto, que ficou mais conhecido pelo pseudônimo artístico de Stanislaw Ponte Preta, escreveu três livros com o título de Febeapá.

Era uma sigla, que significava: Festival de Besteiras Que Assola o País.

Ele morreu cedo, mas seu espírito deve estar impressionado com uma resolução de 09/06/09 do Conselho Nacional de Justiça, determinando a “saída de todos os responsáveis por cartórios do País que assumiram o cargo depois da Constituição de 1988 sem fazer concurso público” (O Estado de São Paulo, 10/06/09, página A13).

São tabeliães e oficiais registradores (cerca de um quarto do total do país, segundo o jornal Folha de São Paulo) que assumiram um cargo que estavam proibidos de assumir. Parece mentira, mas é isso mesmo.

Resumindo a nova decisão de forma bem leiga: é uma lei feita para obrigar o cumprimento da lei.

E resumindo de uma forma mais adequada: uma determinação de um órgão público exigindo o cumprimento de um mandamento constitucional que tem sido reiteradamente desrespeitado há 21 anos.

O próprio CNJ estima em cinco mil o número de “donos” de cartórios que receberam este pote de ouro, este grande-prêmio-lotérico num momento em que a lei o proibia.

Este incrível histórico de descumprimentos permite ao brasileiro duvidar da real execução desta decisão do CNJ.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 16h49
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Como explicar sem ofender (humorismo)

Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:

— Nunca me senti tão bem -respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito, doutor?

O médico refletiu por um momento e disse:

— Deixe-me contar-lhe uma estória: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e...BANG...... o urso caiu  morto.

— HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.

— Exatamente!!!



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 23h10
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Jornalista José Luiz Datena, um brigão assumido

Muita gente boa defende a autenticidade extrema no relacionamento humano, o direito de falar o que se quer, ainda que soe ofensivo.

Não concordo. Vivemos em sociedade, o coletivo é mais importante que o particular.

Neste sentido, impressiona a entrevista que o jornalista José Luiz Datena concedeu ao caderno TV do jornal Estado de Minas de hoje (07/06/09):

A briga de José Luiz Datena com Gilberto Barros em uma churrascaria há pouco mais de uma semana voltou a colocar o apresentador da Bandeirantes sob os holofotes, menos por seus feitos no programa Brasil urgente, na Rede Bandeirantes, que por seu temperamento explosivo.

"Amigo dificilmente dá bronca em mim, mesmo porque eu não tenho quase nenhum. Meu último grande amigo, que não tenho contato diário, é o (jornalista Jorge) Kajuru. Ele é como eu. Os caras lá achavam a gente uma dupla meio explosiva. Não concordo. O saco é que você paga caro por ser sincero. Tem gente que você não gosta e tem de tolerar. Eu não tolero quem não gosto. Por isso eu estou aqui nesse buraco (seu camarim na Band, longe da redação). Eu tinha uma sala de vidro lá na redação, as pessoas olhando para mim, e sentia que tinha 90% que não gostavam de mim. E eu não faço questão nenhuma de ser agradável com os caras. Sei que o cara está me olhando e quer me f... E se falar comigo, falo logo “sai fora”. Não sei quanto tempo tenho de vida ainda e quero aproveitar esse tempo de forma sincera."

"Tenho 52 anos e meus horários estão complicados. Acordei às 4 da manhã. Fiz uma cirurgia grande há uns três anos (para retirar) um tumor no pâncreas, que por sorte não era cancerígeno. Não sou um zero-quilômetro. A cabeça está legal, o corpo não. Eu tomo uma série de medicamentos para pressão que me deixam meio calmo. Tem hora que quero gritar (no ar), mas não consigo."

Cruzes!



Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 23h07
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Um artigo contra a política assistencialista brasileira

Uma década atrás, ou pouco menos, assisti a uma discussão interessante entre dois colegas de trabalho.

Um deles (ela) era contra a esmola: entendia que era um ato que mantinha o pobre na pobreza por não incentivar o trabalho e a vida social digna.

O outro entendia que o raciocínio era válido, mas não resolvia o problema imediato do pedinte, que era a fome.

Eu me posicionei em cima do muro, mas hoje penderia para o lado da moça: o problema precisa ser enfrentado, e a possibilidade de consequências negativas para o lado atingido não justifica a omissão.

Se, pelo menos, uma parte substancial da população parar de dar esmolas, o ato deixa de ser a opção preferencial de muita gente que tem condições de trabalhar, mas que escolhe o lado mais lucrativo e menos cansativo.

O jornalista João Mellão Neto, deputado por São Paulo, ex-ministro do trabalho, se manifestou de forma parecida no artigo “Trabalhe pesado!”, publicado n’O Estado de São Paulo, de 05/06/2009.

O alvo de suas críticas é a política assistencialista do governo, principalmente o Programa Bolsa-Família.

Retirei os seguintes trechos do texto:

No início dos anos 1700, quando a revolução comercial já era um fator determinante do progresso e do desenvolvimento das nações, um pensador espanhol teria escrito um ensaio defendendo a tese de que o seu país não deveria entrar naquela competição, porque seria um esforço desnecessário. A Espanha, na época, possuía reservas em metais preciosos suficientes para comprar tudo o que seu povo necessitava. Esse mesmo argumento poderia ser válido, um século depois, nos anos 1800, para não embarcar na aventura industrial.

O resultado é que o império espanhol ruiu, as suas decantadas reservas se dissiparam e a outrora pujante nação ibérica amargou mais de dois séculos de decadência.

[...]

Benefício concedido sem reciprocidade é esmola. E esmola não cria cidadãos ativos. Cria, isso sim, mendigos.

Benefício com valor elevado não complementa o trabalho, mas o substitui. Não gera trabalhadores, mas desocupados. Em vez de pessoas ativas, uma multidão apática de ociosos. Um exército de pensionistas totalmente dependentes da boa vontade dos governantes.

O Bolsa-Família é um programa que, uma vez implantado, não há mais como descartá-lo. Os milhões de beneficiários já estão acostumados com o aporte mensal do dinheiro fácil. Como dizer a eles que dali em diante deveriam suar o rosto para obtê-lo?

Tanto para o governo como para a oposição, propor o fim do Bolsa-Família seria eleitoralmente desastroso. E o programa, assim, se impõe como algo definitivo.

Para acesso à íntegra do artigo, CliqueAqui.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 19h53
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Dois flagrantes de cavalos de corrida em ação

Hot Six e Naperon são dois dos melhores cavalos de corrida do país. Eles conseguiram, respectivamente, o 2º e o 4º lugares na prova mais importante do turfe paulista, o Grande Prêmio São Paulo, dia 17 de maio de 2009:



Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 23h40
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Golpistas e oportunistas aparecem até em acidentes aéreos

O terrível acidente com o avião da Air France no último dia de maio de 2009 tem, infelizmente, uma conexão com a tradicional desonestidade brasileira.

Não foi liberada a lista oficial dos passageiros estrangeiros e de uma pequena parte dos brasileiros.

No caso dos estrangeiros, a empresa seguiu as leis francesas; no caso dos brasileiros, alguns nomes ficaram ocultos por solicitação dos familiares.

A matéria intitulada “Temor de golpe trava lista de vítimas”, publicada n’Estadão de 04/06/2009, elucidou a questão:

O advogado Marco Túlio Moreno Marques, que perdeu os pais no acidente da Air France, revelou ontem que muitos familiares que estão no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, não queriam a divulgação dos nomes dos parentes que morreram no acidente, com medo da ação de golpistas. "Todos se lembram que, na época do acidente da Gol, oportunistas usaram nomes das pessoas mortas para fazer compras e abrir financiamentos. Os familiares das vítimas tiveram sérias dificuldades no momento do inventário por causa das dívidas contraídas pelos falsários", afirmou o advogado.

N’O Globo de mesma data fiquei impressionado com a triste história de Georg Martiner, que apesar do nome alemão é um brasileiro que foi abandonado nas ruas aos dois anos de idade e acabou adotado e criado por um casal italiano.

Virou designer gráfico e morava em Viena, capital da Áustria.

Uma semana antes completou 25 anos e ganhou de presente, dos pais adotivos, uma viagem para conhecer, de fato, sua terra natal.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 20h26
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Câmeras ajudam a combater crimes, mas depois o problema é das penitenciárias

Há alguns anos, quando surgiram as primeiras notícias sobre a colocação de câmeras para vigiar as ruas (o primeiro caso de que me lembro foi Londres) falou-se muito na vigilância do Estado e na invasão da privacidade.

Abriu-se a porteira, passou o primeiro boi, depois veio a boiada.

O jornal Estado de Minas de hoje (03/06/2009) contou que o motoqueiro A.O.S. bateu violentamente num ônibus e sofreu três fraturas na bacia.

Uma câmera do sistema Olho Vivo acompanhou o acidente e a polícia percebeu que um casal em outra moto pegou uma arma que estava com a vítima e fugiu.

Os três acabaram presos no mesmo dia e a polícia anunciou que eles eram criminosos especializados no golpe “saidinha de banco”: assaltos violentos a pessoas que minutos antes retiraram grandes quantias em dinheiro de agências bancárias.

Não entendi o porquê de o jornal não publicar o nome completo das “vítimas”, pois ao portar armas já estavam infringindo a lei, já está consignado o flagrante delito.

O jornal tablóide Aqui, da mesma empresa, teve outra política: publicou o nome completo deles: o rapaz acidentado, Adriano de Oliveira da Silva, de 27 anos; e o casal de namorados Agnelo Gomes Vasconcelos Campanharo, de 27, e Fabiana da Silva Rocha, de 23.

Publicou até a foto do “casal de namorados” (segundo a matéria):

 

Na verdade, o Estado de Minas também publicou a mesma foto, mas aplicou uma arte para esconder os rostos dos criminosos.

Ainda segundo o Aqui, o acidentado Adriano “já tem passagens por assalto a mão armada e uso de drogas”.

Como pode alguém de 27 anos já ter várias passagens e continuar livre?

Enfim, um episódio para re-re-re-demonstrar a importância das câmeras de vigilância, ajudando a prender mais criminosos, a produzir provas de vital importância na hora do julgamento, e a prevenir crimes.

Pena que estes fatos vão terminar num gargalo brasileiro: a prisão.

O governo não cria vagas suficientes e a legislação lista artifícios (liberdade condicional após cumprimento de um sexto da pena, indultos, sursis, comutação em penas alternativas ou cestas básicas) que redundam na impunidade e na insegurança da Segurança Pública.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 10h09
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O autor e seus objetivos


Este blog divide meus textos em 4 partes:

Turfe - Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises, história e lembranças foram registradas no computador e muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e também no site do Jockey. Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves, para não cansar o leitor.

Crônicas e análises - Assunto: qualquer um.

Dia-a-dia - Comentários, notas, fotos interessantes.

Árvore genealógica - Quando me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.


Márcio de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.




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