É equivocada essa história de que a China vai dominar o mundo Tornou-se moda dizer, nos noticiários da mídia, que a China será a maior potência econômica mundial do século 21. Os vaticínios até aumentaram com a crise econômica dos Estados Unidos. Mas isso não faz sentido, não condiz com os princípios gerais da evolução civilizatória. Só atingem este estágio as nações culturalmente avançadas e razoavelmente homogêneas. Precisam, ainda, ter uma capacidade de constante autorrecuperação, de superar as crises com rapidez e eficiência. (Pesquisei no Google e me candidato a ser um dos primeiros a escrever autorrecuperação de acordo com as novas normas ortográficas.) O povo chinês que me desculpe, mas a sua história prova que não tem tais características. Passada a tormenta, o mundo volta para onde sempre esteve; no caso recente, EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Japão e Itália. Partilha desta opinião o jornalista John Pomfret, ex-chefe da sucursal chinesa em Pequim. Selecionei os trechos abaixo do seu artigo Gigante chinês tem pés de barro, traduzido e publicado n’O Estado de São Paulo, de 03/08/08 (para acesso ao texto integral, CliqueAqui): Por causa de quatro principais motivos - uma demografia falida, uma economia superestimada, um meio ambiente sob ataque e uma ideologia que encontra dificuldades para ser exportada - é mais provável que a China permaneça como o adolescente musculoso do sistema internacional, em vez de se tornar a mestra do mundo. Mas a demografia chinesa vai mal. Nenhum país está envelhecendo tão rápido quanto a República Popular, que está a caminho de se tornar o primeiro país do mundo a envelhecer antes de enriquecer. Por causa da famosa política de filho único do Partido Comunista, o número médio de filhos nascidos para as mulheres chinesas caiu de 5,8, na década de 70 para 1,8 atualmente - abaixo da taxa de 2,1 necessária para manter a população estável. Enquanto isso, a expectativa de vida subiu bastante, de apenas 35 anos em 1949 para mais de 73 anos hoje. Os economistas preocupam-se com a redução da população chinesa em idade economicamente ativa, que aumentará os custos do trabalho, erodindo significativamente uma das principais vantagens competitivas da China. Ainda pior, os demógrafos chineses, como Li Jianmin da Universidade Nankai, agora prevêem uma crise envolvendo os idosos da China, um grupo que vai inchar, passando de 100 milhões acima dos 60 anos de idade hoje para 334 milhões até 2050, incluindo impressionantes 100 milhões de pessoas acima dos 80 anos de idade. Como a China fará para cuidar destas pessoas? Por meio de pensões? Menos de 30% dos habitantes urbanos as têm, e nenhum dos 700 milhões de agricultores dispõe delas. Um nuance importante que insistimos em esquecer é o tamanho da população chinesa: cerca de 1,3 bilhão de pessoas, mais de quatro vezes a população americana. A economia chinesa é grande, mas o seu padrão médio de qualidade de vida é baixo, e permanecerá assim por muito tempo. Em se tratando de exportações de alta tecnologia, como computadores e artigos eletrônicos, 89% delas são de empresas pertencentes a não chineses. A China faz parte do sistema global, mas ainda ocupa a posição de fábrica e linha de montagem de baixo custo - e são firmas estrangeiras, não chinesas, que estão recolhendo o grosso dos lucros. Os problemas ambientais da China não são piada. Este ano, o país vai superar os EUA como maior emissor de gases associados ao efeito estufa. A China é a maior destruidora da camada de ozônio e a maior poluente do Oceano Pacífico. Das 20 cidades mais poluídas do mundo, 16 estão na China; 70% de seus lagos e rios estão poluídos e metade de sua população não dispõe de água potável limpa.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 21h11
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Chapa 14, o código dos fotógrafos para enganar os papagaios-de-pirata A vaidade humana não tem limites. Há pessoas que se matam para aparecer em fotografias publicadas nos jornais ou no fundo de imagens dos telejornais. Embora atinja um público menor, a imagem impressa é mais disputada, pois pode ser guardada e mostrada várias vezes, e por muitos anos. Por isso, o repórter-fotográfico é procurado incessantemente pelos papagaios-de-pirata que querem fama instantânea (mas aparente, suposta, ilusória). Fazem-lhe um agradinho para que ele agencie a publicação junto ao editor, ou então telefonam depois para a redação pedindo a publicação. A fotografia digital facilitou a questão para o repórter-fotográfico: é só deletar as imagens indesejáveis, sem perda de tempo nem dinheiro. Até poucos anos atrás, quando predominava a foto em filme, em película, os papagaios davam prejuízo, pois aquela parte do negativo se perdia. Por isso, se o interessado era um bobo-alegre, algum caipirão, o fotógrafo dava um jeito de fingir que fazia o flagrante, dava o clique mas não rodava o filme. O médico e jornalista Adelmar Cadar conta que, em seu tempo de repórter (anos 1940-50), o problema era idêntico, mas o prejuízo era bem maior. É que a câmera padrão, a 6x6, usava imagens quadradas de seis centímetros e no filme cabiam 12 chapas, o que encarecia e exigia troca constante. Para se livrarem do prejuízo, os jornais inventaram um código: quando não pretendia usar a foto solicitada pelo papagaio, o repórter pedia ao fotógrafo para fazer a Chapa 14. Era o recado para o companheiro de trabalho fazer o clique, mas não rodar o filme e nem expor o negativo à luz. A explicação: embora o rolo do filme fosse padronizado para 12 chapas, o fotógrafo profissional conseguia bater a 13ª pois a prática ensinava a colocar o filme de forma a economizar espaços, mas não o suficiente para chegar à 14ª chapa. No filme 6x6 a chapa 14 não existia. Recebido e ouvido o código, usava a experiência para fingir que estava fazendo a fotografia. Uma alternativa era chegar ao local com a câmera vazia: os papagaios-de-pirata não sabiam e o profissional podia disparar cliques inúteis para ganhar alguns agradinhos dos presentes. A grande torcida era no sentido de encontrar uma mulher bonita, vaidosa e disposta a trocar a promessa da publicação por alguns carinhos. Naquela época, um beijinho já excitava, mas as expectativas, certamente, iam bem mais longe, para onde a imaginação alcançava.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 19h10
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Os ricos meninos pobres – e brasileiros – do futebol internacional Meus sobrinhos passaram o carnaval em Abaeté (a 220 quilômetros da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte), onde tiveram a oportunidade de conhecer o jogador Fred, ex-ídolo do Cruzeiro, o time da família (menos eu). Mas Fred não teve a oportunidade de conhecê-los, pois estava caindo de bêbado. Quando saiu do Cruzeiro para a Europa, logo começou a fazer sucesso no Lyon e chegou a ser convocado para a seleção brasileira. Apesar de ter chegado aos 25 anos de idade há poucos meses, já está desvalorizado no futebol internacional e fazendo precocemente o caminho de volta, tentando se encaixar no Fluminense. Jogadores brasileiros que enriquecem rápido e não conseguem administrar o novo estilo de vida, sofrendo todos os tipos de consequência, é uma ocorrência comum. Não tenho informações suficientes sobre os problemas de Fred, mas a desvalorização rápida sugere que ele não consegue desenvolver sua carreira satisfatoriamente. A propósito, aproveito para transcrever três trechos selecionados de um artigo do jornalista esportivo Juca Kfouri, publicado na Folha de São Paulo de 1º de fevereiro de 2009 (para ler a íntegra, CliqueAqui), intitulada Ricos Meninos Pobres: ROBINHO, ADRIANO , Ronaldos. Tantos. Indiscutivelmente talentosos com a bola nos pés, mas desastrados longe dela. Ricos nas contas bancárias, mas pobres de espírito. Suas vidas se resumem ao futebol e às baladas, às baladas e ao futebol. Estrelas populares cujos brilhos diminuem à medida que o tempo passa e cujo desgaste afasta da atividade principal, mãe de todas as outras, o jogar futebol bem, maravilhosamente bem. Mas que importa? O futuro sem preocupações materiais já está garantido! Mal sabem, ou alguns até já sabem, que, de repente, bate uma nostalgia, uma vontade louca de voltar a ser, de olhar para as arquibancadas lotadas em uníssono saudando o nome do ídolo. (...) Emoção que vicia e que eles vão buscar na noite e em suas atrações. Sejam as que alucinam, sejam as que excitam, sejam quais forem, mas incompatíveis com o correr 90 minutos, com o bater forte, com o apanhar doído, com o jogar de cabeça erguida. (...) E não se trata de moralismo, conservadorismo, reacionarismo, nada disso. São meras constatações, basta olhar para o momento vivido, hoje, pelos acima citados. Não é preciso ser bom moço carola feito Kaká, mas também não precisa exagerar. Porque o exagero torna até a curtição mais curta. E a exposição desnecessária deles e o mole que dão beiram tanto as raias do absurdo que se confundem até com burrice, embora, de fato, sejam, apenas (?!), frutos de má, de péssima orientação. É preciso cuidar deles.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 18h10
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A evolução da Praça Sete a partir do nascimento de Belo Horizonte O mundo está mudando rápido e as imagens do passado sempre nos impressionam. Como estas da Praça Sete, a principal de Belo Horizonte, um deserto em 1905, ainda discreta em 1940, e hoje a principal de uma metrópole de 2,2 milhões de habitantes e outro milhão nas cidades que lhe são quase uma continuação: 
A foto acima é de 1905 e a de baixo, de 1940. 
Categoria: Belo Horizonte
Escrito por Márcio às 21h40
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Orientar e controlar os pobres é a única forma possível de acabar com a pobreza Em minha infância e juventude fui um grande consumidor de uma literatura que tinha a história francesa dos séculos 18 e 19 como pano de fundo. Eram, principalmente, adaptações infanto-juvenis da obra dos dois Alexandre Dumas; lembro-me também de Desirée e de livros romanceados da história de seu amor Napoleão Bonaparte. Estes eram livros que exaltavam a nobreza e a riqueza, mas também tive a oportunidade de ler obras que contavam a vida dos pobres e dos explorados, como Os Miseráveis, de Victor Hugo. Nas aulas de história aprendi que a Revolução Francesa foi fruto dos desentendimentos entre as três classes, tão separadas entre si que eram chamadas de Três Estados: nobreza, clero e povo. Para aumentar a lenha da grande fogueira já existia a burguesia, a parcela do povo que enriquecia e competia economicamente com a nobreza e o clero, mas estava afastada do poder político. A extensa maioria do povo que não compunha a burguesia era analfabeta, passava fome e morria de doenças causadas pela falta de saneamento básico. Dois séculos depois, a França é outra: os descendentes daquela maioria de analfabetos ignorantes compõem os milhões de membros de uma classe média letrada, educada e de bom padrão econômico. Os problemas sócio-econômicos da atualidade se concentram entre os imigrantes e seus filhos, originários de uma cultura social diferente, o que torna a adaptação difícil e demorada. Aconteceu uma relativa uniformização do povo, sem perda da individualidade. A longa transformação da pobreza em classe média só aconteceu por causa de uma reorganização sócio-político-econômica do país, que foi realizada de forma impositiva, obrigatória. Com objetividade e com a dura e firme exigência do estrito cumprimento das leis; sem tolerância. Ao contrário do que pensam muitos brasileiros, a esmola, a tolerância, a dó dos pobres tem um terrível lado desumano: mantém e até multiplica a pobreza. É uma inversão de valores. Eis a pura verdade: exigir que os pobres cumpram as leis é o único caminho para acabar com a pobreza, e de beneficiá-los de fato. Só acontecerá a longo prazo, talvez a geração viva dos pobres pouco se beneficie, mas o exemplo francês é a prova latente da exatidão deste ideal. A mente do brasileiro é imediatista: tem uma postura de tolerância com o ser humano miserável, com o pária social, pois se concentra no indivíduo e no sofrimento visível, perdendo o foco da sociedade do futuro. A mente do francês, e de outros povos que passaram pelo mesmo caminho, é racional, lógica, de longo prazo: há muito aprendeu que só a eficiente organização social elimina a miséria.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 10h05
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Um texto jornalístico que apela para o tom dramático, passional Ensinam as teorias da comunicação social que são duas as formas de abrir uma matéria jornalística. A técnica moderna – única aceita pela grossa maioria dos teóricos – é o lide. Resumindo: um texto objetivo, direto, lançando as informações principais no seu início. A técnica antiga (e condenada) ganhou o nome de nariz-de-cera: abre com uma dramatização da informação, carregando nos adjetivos, comentários, contextualização, apelando para os sentimentos de comiseração; só depois aparecem os fatos, a notícia. No dia 15/02/2009 um jovem de 20 anos foi assassinado em Belo Horizonte por causa de brigas de torcedores. A reportagem do jornal Estado de Minas de 17/02/09 abriu com um narigão-de-cera, que merece esta exposição: Moradores do Bairro Boa Vista, na Região Leste de Belo Horizonte, viveram ontem um dia de tristeza, buscando respostas para a selvageria que tirou a vida do cabeleireiro Lucas Anastácio Batista Marcelino, de 20 anos, baleado no domingo. a caminho do Mineirão. Lucas participava de vários projetos sociais, como arrecadador de alimentos para a Pastoral da Saúde e monitor de crisma da Igreja Nossa Senhora Aparecida, onde foi coroinha. "Não foi à toa que Lucas nasceu no Dia de Nossa Senhora da Luz, pois era um menino iluminado. A comunidade tinha orgulho dele", lamentou a madrinha da vítima, Nair de Paula Soares, de 50, lembrando o tema da Campanha da Fraternidade deste ano "A paz é fruto da Justiça". Ela conta que, no sábado, esteve com a mãe da vítima, Maura Batista Anastásio, que reclamou de uma angústia que a atormentava e fazia doer o peito. "Ela estava com um mau pressentimento e não queria que o filho único fosse ao jogo no domingo", disse Nair. Na manhã seguinte, Lucas saiu de moto, com a camisa do Corinthians, para evitar confusão e atendeu o pedido da mãe para que deixasse o veículo e fosse de ônibus para o Mineirão. Um tio o levou na garupa da moto ao ponto de embarque dos torcedores, na Avenida Silviano Brandão, no Bairro Horto, na Região Leste. Quando o tio chegava em casa para guardar a moto, recebeu a notícia de que o sobrinho e um garoto de 16 anos tinham sido baleados. O corpo de Lucas foi velado num antigo depósito de material de construção. Quando o caixão chegou às 3h de ontem, o cruzamento das ruas Teófilo Pires e Guruá já estava tomado por uma multidão. No salão, um altar foi improvisado com um lençol branco sobre um tanque de cimento, onde foi colocada fotografia da primeira comunhão de Lucas. Sobre o corpo, a bandeira do Atlético.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 08h48
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A torcida de futebol é uma representação sociológica das disputas tribais primitivas Domingo último, dia 15/02/2009, foi também dia do principal confronto futebolístico de Minas Gerais, Atlético versus Cruzeiro. Confronto que ultrapassa a prática esportiva, a diversão; é sempre acompanhado por brigas, agressões, tiros. Problema que se repete em várias cidades brasileiras. No final da manhã do mesmo dia 15 eu fiz uma caminhada na Avenida dos Andradas (Belo Horizonte) e, no retorno, topei com um grupo composto por uma centena de torcedores do Clube Atlético Mineiro. De longe, achei que fosse uma passeata; quando descobri que eram torcedores preferi desviar o caminho, embora o grupo caminhasse escoltado pela Polícia Militar. Subi o Viaduto José Maria Torres Leal (estou em campanha para descobrir quem foi o cidadão que cedeu o nome e ganhou tal homenagem) e parei para acompanhar a cena. Bem embaixo do viaduto, os policiais obrigaram o grupo a parar apenas porque dois torcedores tinham atravessado a pista; ambos foram obrigados a retornar embora ninguém estivesse detido ou preso, estavam apenas vigiados. Chegaram outras viaturas e outros policiais, mas os torcedores não se intimidaram e ainda tentaram agredir cruzeirenses que estavam num ônibus que passou naquele momento. Ouvi gritos, insultos e também um estouro que acreditei ser oriundo de foguetes; no dia seguinte, ao ler o jornal, descobri que um dos sons era de um tiro (ninguém foi atingido e o autor não foi encontrado). Pouco antes desta agitação, um jovem de 20 anos foi assassinado num bairro bem próximo, supostamente pelo mesmo motivo, segundo o noticiário da mídia. O que mais me chamou a atenção foi a caminhada do grupo de torcedores sob escolta policial, proibidos de dispersar, de se afastarem uns dos outros, sem que tivesse cometido uma infração concreta, clara. Vigiados e discriminados apenas pelo fato de estarem caracterizados como “torcedores em bando”; e, de certa forma, aceitando esta discriminação, apesar da atitude provocativa, belicosa. Quase 30 anos atrás o sociólogo inglês Desmond Morris escreveu ("The Soccer Tribe", 1981) que os atos da torcida e dos torcedores de futebol são uma representação das primitivas disputas tribais da pré-história e das primeiras civilizações, e citou como instrumentos os estandartes, as cores, as palavras de ordem, músicas, provocações. Algo mais próximo do irracional do que do atributo humanístico do raciocínio; este sim, firmemente vinculado com a análise, a inteligência e a objetividade. As ciências e a tecnologia evoluem rapidamente, a passos largos; para aproveitar tais benesses é preciso que a sociedade evolua mais coesa, mais homogênea, em que a maioria dos cidadãos coloque o fator “racionalidade” bem à frente da antítese “irracionalidade”. Para quem só vive para o prazer aparente, para o êxito rápido, um dia a vida vai desabar sobre a própria cabeça.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 10h27
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Um interessante testinho (num textinho) de linguística De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Extraído da coluna de Dad Squarisi, publicada no jornal Estado de Minas, de 18/02/09.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 20h35
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Uma visão sobre a importância da ortografia na sociedade humana Merece divulgação este texto de Dad Squarisi, publicado no jornal Estado de Minas, de 18/02/09: O porquê Se a escrita correta não visa à comunicação, por que preocupar-se com a ortografia? A resposta é uma só. Pra viver em sociedade, nós firmamos pactos. Combinamos andar vestidos em público. Combinamos não arrotar à mesa. Combinamos não cuspir no chão. Combinamos dizer bom-dia quando encontramos pessoas pela manhã. Combinamos ceder o assento aos idosos nos transportes coletivos. Combinamos, também, escrever como manda o dicionário. O pai-de-todos-nós, com base em critérios etimológicos ou fonéticos, diz que hospital se escreve com h; pesquisa, com s; exceção, com ç. A razão: o português é língua de cultura. Como todas as línguas de cultura, tem a grafia oficial. Os lusófonos precisam conhecê-la. Escrever certo pega bem. Prova que a pessoa tem familiaridade com a língua escrita. A ortografia é convenção como tantas outras. Aprende-se aos poucos. À medida que temos contato com a escrita, cresce a intimidade como esses, zês, cedilhas & cia. letrada. A criança em fase de albabetização tropeça em letras e acentos. É natural. Com o tempo, domina o assunto. Por isso, quanto maior a escolaridade da pessoa, menor a tolerância social ao erro.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 23h06
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A corrupção semântica da palavra ‘elite’ O jornalista Daniel Pisa deu à sua coluna dominical (O Estado de São Paulo) de 15/02/09 o título de “Corrupção das palavras”. Abordou o tema da mudança semântica de uma palavra, a corrupção em direção a um significado diferente e negativo, deixando esquecido o sentido original. Concentrou a análise na expressão “elite”. Destaco os trechos a seguir: Veja o que aconteceu com “elite”, originalmente concebida para designar aqueles que são os melhores no que fazem (...) Montaigne disse que a retórica “é uma ferramenta inventada para manipular e agitar uma multidão e um povo sem ordem, e é ferramenta que só se emprega em Estados doentes”; uma maquiagem feita para abastardar os julgamentos”, comovendo em vez de convencendo. O problema do Brasil não é a elite, mas o fato de que a classe dominante – grupo de pessoas que tiveram mais oportunidades e deveriam assumir mais responsabilidades – não seja uma. Realmente, eu me lembro de um momento, dois ou três anos atrás, em que o uso de elite no sentido de classe dominante, principalmente entre as pessoas de tendência esquerdista, chegou a ser um modismo, uma febre. Aliás, a própria palavra “esquerda” sofreu corrupção semântica: há muito é associada ao político bem-intencionado, defensor dos pobres e dos oprimidos, inimigo dos ricos, um socialista-angelical. Esta aura funcionou como escudo para alguns dos mais sanguinários ditadores e genocidas do século 20, como Stalin (via Gulags), Pol Pot (via limpeza social) e Mao Tse-tung (via Revolução Cultural). A corrupção das palavras pode ser proposital quando tem valor publicitário, propagandístico.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 19h20
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Incomodar as pessoas com música em alto volume é um distúrbio de personalidade Um dia desses eu caminhava pelo Viaduto José Maria Torres Leal, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, quando passou por mim um carro com o som em alto volume, berrando. (Estou pensando em fazer uma campanha para descobrir quem era José Maria Torres Leal, o desconhecidíssimo homenageado pelo viaduto.) Passou devagar, denunciando a intenção de chamar a atenção, de incomodar, de irritar os transeuntes; as janelas estavam bem abertas para facilitar a exposição. A música berrante era um funk (ou talvez seu assemelhado rap) daqueles bem ridículos, ofensivos à mulher (a “cachorra”) e exaltando a agressividade. Mas o motorista era branco, sem qualquer traço de mestiçagem; o carro novo, em bom estado; a bela e jovem acompanhante tinha o mesmo perfil. Perfis inteiramente opostos aos existentes nos únicos locais onde este comportamento é cultural: as miseráveis favelas dos morros cariocas. Meu arremedo de análise sociológica/psicológica leva à conclusão que o jovem é portador de um distúrbio de personalidade: pensa que é livre e independente, que faz o que quer, mas o que o seu subconsciente realmente deseja é exercer a necessidade de auto-afirmação. E esta necessidade de auto-afirmação é a motivação de 99% dos jovens que passeiam pelas cidades brasileiras com o som do carro ligado em alto volume; nos 1% restantes só me lembro de incluir os donos de botequinhos que querem atrair os bebedores de cerveja. O quadro psicológico é tipicamente humano, portanto mundial; a diferença é que nos países organizados o ato de incomodar as outras pessoas não é tolerado. Na Europa, Japão, EUA estes jovens usam recursos que não ultrapassam os limites visuais: roupas extravagantes, cabelos coloridos, adereços e tatuagens. O entendimento desses povos é que, se tolerar um abuso, um desrespeito a terceiros, um dia terão que tolerar até a criminalidade. E não há nível de comparação entre os nossos altos índices de criminalidade e os toleráveis índices dos intolerantes primeiro-mundistas.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h49
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A profusão - na mídia - de informações sobre o assunto saúde confunde mais do que beneficia Sinto constatar que a profusão de informações na mídia sobre o assunto saúde confunde, mais do que beneficia, a maior parte do público. A ciência ajuda, a mídia atrapalha; contraditoriamente, a ciência também cumpre o segundo papel de ajudar a atrapalhar. Escolhendo a questão nutricional como alvo e tocando direto na ferida: todos os dias a mídia divulga descobertas científicas sobre supostos efeitos positivos na saúde, causados por determinados alimentos. Provavelmente todos os tradicionais vilões nutricionais já foram alvos, recentemente, de “descobertas” destes efeitos positivos. O ovo, vilão número 1 pelo seu alto teor de colesterol, tem sido frequente assunto de pesquisas que contrariam a má fama. A carne de porco, forte candidato ao título de Número 2, também ganhou várias campanhas de reabilitação. O chocolate, então, é só ligar a televisão que não demora a aparecer uma matéria em que o(a) próprio repórter abre mais ou menos assim: “uma nova descoberta científica comprova que o chocolate não é um vilão da saúde nem causador da obesidade, pois cientistas identificaram uma substância que desintope as artérias”. E o telespectador/leitor mais sensível põe um ovo cozido no prato, no dia seguinte substitui por alface, no outro ataca a costelinha de porco, no outro fica na rúcula; a sobremesa se alterna entre o sorvete de chocolate e alguma gelatina recomendada na loja de produtos naturais; e a bebida varia entre o suco de couve e o milk-shake. São vários os motivos que levam a mídia a divulgar informações tão contraditórias, entre elas: aumento do interesse do público ao obter uma informação de impacto, aparente competência profissional da fonte da informação, favorecimento financeiro de pessoas ou empresas interessadas na divulgação. Há interesses comerciais na divulgação dos tais benefícios por parte de produtores, associações, empresas; mas também são muitos os casos de procura de fama rápida, por dinheiro ou por mera vaidade. A verdade é que até especialistas ou profissionais da área biológica ficam confusos sobre as novidades. É difícil se posicionar sobre o que está certo e o que está errado, mas alguma posição precisa ser adotada. A babel de informações sugere uma atitude cautelosa e conservadora antes da adoção destas novidades: esperar que o tempo sedimente as descobertas para incluí-las na dieta, ou que a falta de confirmações indique que não passou de um blefe. O que me motivou a abordar este assunto foi a leitura da tradicionalíssima revista “Seleções – Reader’s Digest”, edição de janeiro de 2009, que publicou a seguinte sequência de assuntos correlatos: os cereais amaranto, espelto e quinoa são melhores do que trigo integral; um sachê de canela no carro ajuda a manter a atenção; pistaches derrubam o colesterol; e o queijo pode ser bom para a saúde do coração. Duro é guardar na memória tanta maravilha...
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 19h19
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A irracionalidade do teleatendimento e do telemarketing Uma atividade moderna que funciona de forma estranha, irracional, ilógica, são os negócios intermediados pelo telefone: televendas, teleatendimento, telemarketing. O barateamento das ligações telefônicas banalizou o sistema e lançou neste segmento do mercado a mão-de-obra barata. Por ser barata, também desinformada e despreparada; mas abundante. E o emburrecimento dos teleatendentes também atingiu as grandes corporações. Ao telefonar para a GVT, jovem empresa de telecomunicações, a teleatendente me comunicou que só forneceria informações, mesmo as básicas, depois de fazer o cadastro completo, e explicou: “o sistema não abre até o cadastro se completar”. Perderam um possível cliente. Menos exigente, a Oi aceitou dar informações sobre banda larga via sistema Velox ou cabo sem o famigerado cadastro, pelo menos no primeiro contato. No segundo telefonema, já com o objetivo de fechar o negócio, me atende a Marcela, com seu sotaque regional-sei-lá-de-onde, uma voz enjoadinha, um falar enfadonho e preguiçoso. — Senhor, qual é o número de seu telefone fixo? — Mas acabei de discar o número dele a pedido da voz eletrônica. Não te passaram? (Aliás, passaram exatamente assim: Se você já é nosso cliente, disque pausadamente o DDD de sua cidade e o número de seu telefone fixo.) — Não, senhor. Qual é o número, senhor? Pombas, então praquê me pediram o número? Como a inutilidade do eco, repeti. E seguiu-se um diálogo comercialmente incompetente: — Senhor, sua linha só permite banda larga até 1 mega. — Não, eu quero de 2 mega. — Sua linha só permite até 1 mega, senhor! O senhor deseja de um mega? — Mas eu sei que vocês têm internet a cabo. — Um momento que eu vou verificar, senhor! Desliguei imediatamente. Não vou fechar o negócio com uma vendedora de internet banda larga que não sabe que a Oi, seu patrão/patroa, tem a opção de internet a cabo. Depois do almoço disquei outra vez, na torcida de um televendedor(a) mais preparado, e, quem me atende? A Fátima. — Senhor, sua linha só tem disponibilidade para 1 mega. — Mas eu já fui informado que vocês têm banda larga a cabo. — Senhor, um instante que eu vou verificar. Qual é o número de seu CEP e do CPF. — O CEP, tudo bem. Mas o CPF é um documento pessoal. Para que vocês precisam dele? — O sistema não permite a consulta sem o CPF, senhor! E seguiu-se longa espera, certamente causada pela incompatibilidade entre a minha interlocutora e o computador que estava à frente dela, maldosamente criando dificuldades de acesso para os usuários que guardam na caixa craniana um processador mais simples que o dele. Acabei desistindo novamente de fechar o negócio, pois a televendedora não conhecia coisas elementares do produto à venda. Amanhã tento novamente. É insólito. A big corporation faz uma campanha milionária para vender produtos e os vendedores não possuem qualificação básica, mínima, primária.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h16
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Barack Hussein Obama vai acabar com o bloqueio econômico a Cuba Barack Hussein Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos da América carreando uma incrível soma de esperanças, sonhos e ilusões de parte do seu povo e da opinião pública mundial. (Como aconteceu com Lula no primeiro dia do ano de 2003.) Boa parte delas incompatível com a sua carreira de político e técnico profissional, integrante de uma categoria social. (Como também aconteceu com Lula, com o agravante de que o nosso chefe do Executivo é um homem de poucos conhecimentos e de carreira política sempre vinculada ao sindicalismo, atividade que no Brasil é associada a aspectos políticos nada éticos, como conchavos e acordos espúrios tanto nas disputas internas quanto nos acertos com os patrões.) A idolatria foi tanta que especialistas vaticinaram que, por melhor que Obama venha a fazer, ainda assim vai decepcionar, pois as expectativas ultrapassam os limites da Constituição republicana. Mas existem duas possibilidades que podem marcar positivamente o seu nome e fazer esquecer as decepções. A primeira é a atual crise econômica: se for superada até o quarto ano de governo garante a reeleição e o nome na história. Cuba é a segunda possibilidade: dificilmente Fidel Castro sobrevive por mais de um ano ou dois, e Obama terá aí a oportunidade de suspender o bloqueio econômico. E aposto que o fará, pois as circunstâncias históricas atuais são totalmente diferentes da época em que a medida extrema foi adotada: 1º) Quase meio século se passou desde o episódio de maior impacto da Guerra Fria: a crise dos mísseis de outubro de 1962 (o tempo é contraponto da lembrança). 2º) A antítese comunismo/capitalismo quase desapareceu; a necessidade ideológica de sufocar o comunismo vai se tornando inútil. 3º) O valor da ilha de Cuba como parte de uma estratégica geopolítica e militar perde a importância com a falta de um inimigo claro do império norte-americano. 4º) Só resta a parte negativa, indefensável: o conjunto de imagens do sofrido povo cubano, do atraso tecnológico, da pobreza, das carências. Os aspectos desumanos que a opinião pública internacional associa ao imperialismo dos EUA. Mas Obama é um político de sorte: tem a chance de mudar uma situação histórica de grande impacto ideológico, sem o risco de aparentar fraqueza ou despreparo. Nos anos 1970/80 Jimmy Carter praticou uma política voltada os direitos humanos e não se reelegeu, e ainda abriu o caminho para o mais direitista dos rivais republicanos, Ronald Reagan. Era o homem certo, mas na hora errada. Barack Obama parece ser o homem certo, e na hora certa. 
Trinidad é uma cidade cubana com grandes possibilidades turísticas. Já recebe muitos (principalmente canadenses) e tem largo potencial de expansão após o fim do bloqueio econômico por causa da beleza de seu bem-conservado centro histórico (tirei esta foto na Plaza de Armas, em 2005) e de sua bela área litorânea. Mas não posso negar que tem um problema: fica na rota de furacões. 
Camagüey, ao contrário, é uma vítima do bloqueio dos Estados Unidos. Está pobre, mal-conservada, sem indústria, sem comércio, sem economia. E a população supera os 200 mil habitantes. Um grande problema para a geração pós-Fidel. Sugiro a leitura do meu Diário de um turista em Cuba, em formato *.pdf, disponível na coluna da direita deste blog.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 18h42
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A morte de Gurgel e o lobby das multinacionais do petróleo contra os carros elétricos Em 1979, no curso pré-vestibular Pitágoras (Belo Horizonte) tive um professor altamente adepto da “teoria da conspiração”. Ele garantia que os navios brasileiros atacados por submarinos alemães no início da 2ª Guerra Mundial na verdade foram vítimas de submarinos norte-americanos disfarçados; o objetivo seria obrigar o Brasil a entrar no conflito ao lado dos EUA. Recentemente, li o livro “O Brasil na mira de Hitler”, de Roberto Sander (Editora Objetiva, 2007, 261 páginas) e descobri que os alemães torpedearam 34 navios matando 1.081 brasileiros. E existem documentos detalhados com datas, identificação dos submarinos, e até nomes dos oficiais alemães responsáveis. Em outra crise conspiratória, o mesmo professor garantiu que já estava avançada a tecnologia para a fabricação em larga escala de carros elétricos, mas o lobby das multinacionais do petróleo impedia. Poucos anos depois uma indústria automobilística autenticamente brasileira, a Gurgel Veículos, colocou no mercado o seu carro elétrico: grande, pesado, caro, exigindo uma demorada recarga da gigantesca bateria a cada 60 ou 80 quilômetros. Raciocinando com lógica: uma bateria para fazer trafegar um automóvel tem que ser dezenas de vezes maior que a tradicional bateria que apenas aciona a parte elétrica. Portanto, a tecnologia para a construção de um carro elétrico com o mesmo nível de eficiência e custo de um automóvel convencional é possível, mas certamente não existia em 1979. Mas a Gurgel era ousada e produziu muitos outros modelos, o que não foi suficiente para evitar a falência e o encerramento das atividades em 1994. João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, seu proprietário e mentor, morreu dia 30 de janeiro de 2009 aos 82 anos, vítima do Mal de Alzheimer que já havia afetado a sua consciência anos antes. Apesar do insucesso de sua indústria, foi um empresário importante na história recente do país, que garantiu emprego a muitos trabalhadores durante décadas. Escolheu um ramo difícil: a indústria automobilística é um negócio tão grande e complexo que dificilmente as fábricas locais sobrevivem por muito tempo nos países do Terceiro Mundo, ainda que as empresas tradicionais não façam concorrência desleal. 
Este foi o único carro elétrico autenticamente brasileiro.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h54
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
Alemães acham normal trocar de roupa no salão do aeroporto depois de ver a seminudez das praias baianas Dois de meus sobrinhos estiveram nos Estados Unidos em 2008, ficando dois meses na casa de uma tia. Eu fiz o papel do tio chato e avisei: “Sejam discretos e cuidadosos, eles têm costumes diferentes, são rígidos, vêm os brasileiros com desconfiança”. E acrescentei: “Na verdade, o brasileiro é um povo atípico em relação à maior parte do mundo. Mesmo entre os países de situação sócioeconômica semelhante, nosso comportamento, nossa forma de viver e nossos costumes são específicos e diferentes. E cabe ao viajante se adaptar ao comportamento do povo que o recebe, não o contrário.” O principal alvo dos conselhos era Gustavo: alegre e expansivo, um E.T. para os sisudos norte-americanos. E inexperiente, com apenas 18 anos. Três turistas alemães com idades entre 63 e 67 anos não receberam este conselho e acabaram detidos pela Polícia Federal na noite de 04/02/09, depois de trocar de roupa no saguão do Aeroporto Internacional de Salvador. “Eles alegaram que não encontraram um banheiro e que, pelo que viram nas praias e nas ruas, não acreditavam que ofenderiam ninguém com a atitude”, disse o delegado Luis Henrique Ferreira. Um turista pernambucano – possivelmente um voyer de corpos femininos expostos nas praias nordestinas – se ofendeu com as celulites e gordurinhas dos alemães pré-Terceira Idade e prestou queixa na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). Proteção ao Turista, ou proteção às intolerâncias dos pudicos? O agente turístico deles certamente se esqueceu de entregar, ainda na viagem de vinda, algum livro de Roberto DaMatta, que já escreveu muito sobre a diferença entre Casa e Rua na contraditória mente nacional: prega um comportamento e pratica outro, abomina na rua o que faz (e diz) entre quatro paredes.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 17h29
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
A casa maluca e a Cabocla Tereza Poucas casas são realmente originais, principalmente na parte externa. É que a casa totalmente fora de padrão se torna um problema na hora da venda. Uma das poucas exceções está no bairro União, na pequena Rua Honorino de Ulhoa Costa: uma construção meio dark, meio gótica, cheia de pedras, inscrições religiosas, esculturas. O dono tem pago caro pela ousadia: a placa de "Vende-se" ficou tanto tempo exposta que apodreceu. Entre as inscrições, esta bem original, na foto abaixo: "Aqui mora eu e a Cabocla Tereza". 
Categoria: Belo Horizonte
Escrito por Márcio às 23h32
[
] [
envie
esta mensagem ]
|
|

|
|
|
O autor e seus objetivos
|
Este
blog divide meus textos em 4 partes:
Turfe
- Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo
Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises,
história e lembranças foram registradas no computador e
muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e
também no site do
Jockey.
Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves,
para não cansar o leitor.
Crônicas e análises
- Assunto: qualquer um.
Dia-a-dia
- Comentários, notas, fotos interessantes.
Árvore
genealógica - Quando
me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem
suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço
deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um
pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que
mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.
Márcio
de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside
em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.
|
Outros
sites
Jockey Club MG - nova página
Tiago - Meu webmaster favorito
Uma superpágina de informática
Blog do Márcio d'Ávila - o assunto é informática
Geneaminas - O site com a árvore genealógica de minha família e de outras
Blog do Paulo Afonso
Blog só de Turfe - Roberto Fonseca
Blog jornalístico do Cefas Alves Meira
UOL - O melhor conteúdo

|
Contador
de acessos:
|