Márcio de Ávila Rodrigues


Blogueiro também tem direito a férias

Abro meu 2.º turno de férias amanhã (do Pará, à Ilha de Marajó, as velhas cabanas de cipó...) e provavelmente só voltarei a atualizar o blog a partir do dia 27. Felicidades (para mim!).

E um abraço a todos.



Escrito por Márcio às 20h31
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Desperdício

A passarela abandonada de Ponta Grossa

 

A foto a seguir é de uma enorme passarela em pleno centro da cidade paranaense de Ponta Grossa.

Ela passa sobre uma avenida que não é larga e tem pouco movimento. Atravessar a avenida pelo sinal de trânsito é fácil.

Passei por baixo dela quatro vezes no dia 05/11/07 e só na terceira vi um rapaz fazendo a travessia usando a passarela, que é grande, bonita, toda de metal.

Um exemplo gritante de mau uso do dinheiro público.

Para seguir as críticas, achei Ponta Grossa a cidade mais desplaquificada do Brasil (pelo menos entre as que eu conheço).

Explico: para se localizar, só parando as pessoas para perguntar os nomes das ruas, pois placas indicativas, só algumas.

E como tem cachorro vadio passeando pelo centro da cidade, às vezes em matilhas.

Tinha um pobre-coitado sarnento cochilando, intocado, no meio da rua mais movimentada da cidade.

Do Amapá ao Rio Grande do Sul a cultura é a mesma: a população hostiliza as carrocinhas e as prefeituras lavam as mãos e só recolhem os excessos.

Só escrevi as críticas, mas elas são mais importantes que os elogios: dão a chance do conserto.

Para matar a curiosidade de quem não conhece a cidade, informo que está situada a 114 quilômetros da capital Curitiba e tem a grande população de 286 mil habitantes (ano de 2005). O acesso é pela estrada moderna que liga a capital a Foz do Iguaçu.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 20h25
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Chantagem boliviana

 

O rato rugiu, e engoliu o tigre

 

Quando o Exército boliviano, cumprindo ordens diretas do presidente Evo Morales, invadiu as instalações da Petrobras naquele país, o ministro brasileiro das relações exteriores (Celso Amorim) e o presidente da própria Petrobras (Sérgio Gabrielli) anunciaram que não haveria conseqüências econômicas, pois a estatal brasileira do petróleo absorveria a elevação do preço do gás.

Uma mentira deslavada!

A curto prazo, o custo extra seria pago pelo consumidor brasileiro através do caixa da Petrobras, que tem maioria de capital público.

Depois que o caso deixasse as manchetes da grande mídia, com certeza o governo aumentaria o custo para o consumidor do gás (indústria, residências, automóveis), reduzindo o preju da Petrobras.

O que acabou de ser anunciado.

E havia o risco de desabastecimento com a desorganização das relações comerciais entre os dois países, o que também já começou a acontecer.

É o Apagás, como já o apelidou o humorista José Simão.

Morales usou as Forças Armadas porque sabia — orientado pelo presidente da Venezuela Hugo Chávez — que o presidente Lula não responderia com atitude bélico-militar.

Prevaleceria — e, de fato, prevaleceu — a origem popular, plebéia, de Lula, que perderia a mística aura de homem do povo se atacasse um índio, como o presidente Morales.

Não pretendo fazer o papel do nacionalista, que hasteia a bandeira onde haja o nome Brasil, como é o caso da Petrobras.

Nem do imperialista, que se aproveita da fragilidade da Bolívia para sugar-lhe os recursos.

Mas entendo que a sociedade moderna tem outros meios — não bélicos — de rediscutir acordos comerciais.

O fechamento de gasodutos – por ato físico, ou por decreto – até a elaboração de novo contrato soaria mais razoável que a invasão militar.

Da forma como ocorreu, a tomada das instalações eqüivale a um assalto ou roubo. Foi uma expropriação à força de armas entre governos oficialmente "amigos".

O Brasil construiu as instalações e implantou a tecnologia. A Bolívia, sem qualquer conhecimento técnico, esperou o pleno funcionamento e tomou de assalto, transformando o criador em mero administrador.

O único trunfo era a origem operária de Lula. Evo Morales sabia que uma eventual reação do brasileiro abalaria a imagem dele de "representante dos pobres".

Um negócio bilionário que se embasou num ato reles de comportamento humano, a CHANTAGEM.



Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h25
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Blogueiro também tem direito a férias

Estive quase duas semanas sem atualizar o site por motivo de férias. Vou enviar alguns posts nos próximos dias e depois entrar em 2º tempo de férias. Saudações.

Escrito por Márcio às 22h23
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Intolerância religiosa

Mario Vargas Llosa é direitista realmente?

O peruano Mario Vargas Llosa, que disputa com o colombiano Gabriel García Márquez a honra de ser considerado o melhor escrito latinoamericano, é freqüentemente tachado de direitista. Ele respondeu às acusações sobre as suas tendências políticas em entrevista publicado n’O Estado de São Paulo de 26/03/2006. Ele prefere se definir como liberal. Transcrevo abaixo o trecho sobre esta questão, com sua lúcida explicação:

Não gosto de qualificações como essas. São conjuros, um modo de desclassificar o outro e de sentir-se seguro em seu próprio rincão. Em muitas coisas, me identifico com idéias que se trata convencionalmente como "de esquerda": acredito na sociedade laica, nas reformas sociais, sou a favor dos casamentos gays, do aborto, da descriminação das drogas. Mas amo profundamente a liberdade. É uma das maiores conquistas da humanidade e deve ser defendida. E isso me leva muitas vezes a desencontros radicais com a esquerda, porque alguns de seus setores não têm essa concepção da liberdade e estão dispostos a sacrificá-la pelo poder. De modo que ataco os ditadores, sem exceção, inclusive os de esquerda, como Fidel Castro ou Hugo Chávez, da mesma forma como ataquei Pinochet do primeiro ao último dia. Agora, serei de direita por criticar a esquerda e não engolir o que esta engole muitas vezes, como o nacionalismo ou até mesmo o racismo? Quanto ao resto, acredito que muitíssimas coisas me afastam da direita. Não me vejo como um conservador, não acredito que o modelo ideal de uma sociedade esteja no passado. Sou um liberal, acredito que, ao contrário, é preciso continuar construindo, aperfeiçoando o modelo ideal de sociedade.



Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 15h00
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O autor e seus objetivos


Este blog divide meus textos em 4 partes:

Turfe - Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises, história e lembranças foram registradas no computador e muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e também no site do Jockey. Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves, para não cansar o leitor.

Crônicas e análises - Assunto: qualquer um.

Dia-a-dia - Comentários, notas, fotos interessantes.

Árvore genealógica - Quando me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.


Márcio de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.




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