Mario Vargas Llosa segue criticando Hugo Chávez O escritor peruano Mario Vargas Llosa, que divide com o colombiano Gabriel García Márquez a fama de principal nome da literatura em língua espanhola, é também um crítico duro das ditaduras e do populismo. Hugo Chávez, presidente venezuelano, é seu alvo número 1. Há um mês Llosa esteve em Caracas e foi importunado no desembarque pelos funcionários alfandegários, com proibições veladas de criticar o presidente. Pela importância internacional de Llosa, não tiveram coragem de ameaçar ou agredir. Ao retornar, ele escreveu um artigo, publicado no jornal O Estado de São Paulo sob o título “Entre a liberdade e Hugo Chávez”, na edição de 14/06/09, do qual destaco o seguinte trecho, localizado em posição intermediária: María Corina Machado, fundadora do Movimento Cívico Súmate, mostrou, com documentos irrefutáveis, que o regime chavista, sob a aparência desordenada e caótica, maneja um rolo compressor, inteligente e implacável, de intimidação e extorsão das consciências e do voto, que manipula e subjuga sobretudo os funcionários públicos, os pensionistas e os operários e trabalhadores eventuais, oferecendo-lhes segurança em seus empregos em troca de adesão política e fazendo-os crer que todos seus movimentos e palavras são vigiados de modo que, ante o menor desvio, a represália governamental se abaterá sobre eles como uma guilhotina, privando-os do trabalho, do salário ou da pensão. A ofensiva contra o setor privado da economia é vertiginosa. Um terço dela já está nas mãos do Estado. Dois milhões de hectares foram expropriados para ser convertidos - segundo um termo copiado da ditadura militar peruana do general Velasco Alvarado - em empresas de "propriedade social". Foram igualmente estatizadas as empresas elétricas, a maioria das telecomunicações, indústrias de cimento, todas as empresas de serviços petrolíferos e todas as empresas mistas de exploração de petróleo, bem como siderúrgicas e incontáveis empresas médias e pequenas de distintos setores com pretextos diversos ou sem pretexto algum, mediante a mera prepotência. No âmbito financeiro, o Banco Santander foi a primeira vítima da estatização.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 14h43
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Comeram a bunda do Coelho da Páscoa A charge abaixo está obviamente atrasada, mas é tão criativa que vou aproveitar a falta de criatividade de hoje, a falta de outro assunto: 
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 22h35
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Blue Elf, um belo e musculoso cavalo de corrida O Blue Elf é um dos melhores cavalos de corrida do país em pista de areia, mas não está no mesmo nível na pista de grama. Em maio seu proprietário mandou corrê-lo na principal prova para corredores de grama especialistas na distância da milha (1.609 metros), em São Paulo, e ele voltou a decepcionar. Mas no galope de apresentação ele teve oportunidade de mostrar a beleza e a musculatura de um belo exemplar da raça Puro-Sangue Inglês, como se vê abaixo:
Categoria: Histórico de turfe
Escrito por Márcio às 22h03
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Ancelmo Gois define o Rio de Janeiro como uma Meca Gay O colunista de O Globo Ancelmo Góis se permitiu a um terrível cacófato (obviamente proposital) na sua coluna de hoje (02/07/2009), que estampo abaixo. Um cacófato meio escatológico. Deixo as críticas – pró ou contra este deslize de linguagem – por conta do leitor. 
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 23h11
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Indicação de um bom blog jornalístico: Cefas Alves Meira Descobri o blog do Cefas durante as pesquisas sobre a morte do meu ex-colega Luiz Otávio Madureira Horta, o Tatá. Cheguei a conhecer o Cefas de vista na redação do Estado de Minas, mas creio que nunca conversamos. Como eu não cheguei a trabalhar lá, apenas fazia assessoria de imprensa para o Jockey Club, meu contato sempre foi com o pessoal de Esportes. Agora fizemos uma amizade internética e saudosista, trocando lembranças de velhos colegas falecidos que deixaram saudade: Achilles Márcio Reis, Fernando Carlos de Carvalho, Túlio Berti, Xoxó, Naeme Mansur. Achilles e Fernando Carvalho foram diretores do Jockey Club de Minas Gerais e meus preceptores jornalísticos nos idos de 1970 e pouco. Indico a leitura do blog do Cefas (para acessar, CliqueAqui), que vai ganhar um lugarzinho nas minhas sugestões de links.
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 19h55
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O coração de Michael Jackson parou por medo da próxima turnê Existe a Psicologia clínica, científica, tema de uma formação universitária completa; mas também existe a capacidade de análise do comportamento humano que a experiência de vida transmite a todos. Recorro à segunda, com o auxílio da primeira (pelo menos do que aprendi em leituras e informações, já que não fiz o curso) para tentar entender a triste morte do cantor-dançarino Michael Jackson. Acredito que produtos químicos estranhos vão aparecer nos exames toxicológicos; provavelmente excesso de medicamentos, como aconteceu com Elvis Presley. A farmacopéia industrializada contemporânea é o recurso constante de um grupo humano que é objeto de estudo rotineiro da Psicologia: os angustiados. As atitudes de vida e os relatos da mídia sobre Michael clarificam a identificação de seu perfil psíquico: não alcançou a maturidade e sentiu o peso da popularidade e de ser tratado como extra-humano. Tornou-se angustiado, depressivo e solitário; passou a ter medo do sucesso, da vida, das pessoas. Um quadro comum e frequente entre pessoas de origem simples e que alcançam, cedo, uma estrondosa popularidade, geralmente nos esportes, música e artes cênicas. Adriano, Garrincha, Marinho Chagas, Humberto Monteiro e Reinaldo são exemplos brasileiros no futebol; Maysa, Elis Regina, Cássia Eller e Tim Maia na música (as cantoras, com menos ênfase na questão da origem humilde). E ele tinha um motivo forte para gerar medo e insegurança: os preparativos para uma grande turnê artística, a maior que faria em muitos anos. Uma série de encontros com uma multidão assustadora, luzes e efeitos especiais apavorantes, cobranças e compromissos terríveis. Situações apenas substantivas para o profissional maduro; motivos de adjetivações fortes, fortíssimas, para o angustiado. Não pode ser coincidência a parada cardíaca aos 50 anos: a descarga constante de adrenalina sempre aumenta seus efeitos quando associada à química exógena, representada por medicamentos ou tóxicos. Mesmo distante milhares de quilômetros do local dos exames, sem jamais ter visto de perto, uma vez sequer, aquele corpo que quebrou os limites raciais ao transmutar do negro-negro para o branco-branco, eu proclamo meu diagnóstico da causa-mortis: Michael Jackson foi assassinado pela angústia e pelo medo da turnê mundial que iria estrelar.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 22h01
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Itaú é condenado por sujar nome de cliente por dívida de três centavos Esta matéria publicada no site do provedor UOL (25/06/2009) merece ser transcrita na íntegra (e ainda dispensa comentários): A Justiça do Rio de Janeiro manteve sentença que condenou o banco Itaú a indenizar um cliente que teve seu nome inscrito em um cadastro de inadimplentes por causa de uma dívida de R$ 0,03 (três centavos). Por unanimidade, os desembargadores da 16ª Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) entenderam que a conduta do banco foi “arbitrária, desproporcional e viola os princípios de boa-fé objetiva e da razoabilidade” e aumentaram a indenização por danos morais de R$ 2 mil para R$ 7 mil. Segundo informações do TJ-RJ, Nazareno da Silva Duarte renegociou uma dívida com o banco, tendo pago todas as parcelas em dia, exceto R$ 0,03 da primeira parcela do acordo. O relator do caso, desembargador Agostinho Teixeira, ressalvou em seu voto que o credor não é obrigado a receber valor inferior ao devido, mas nem por isso pode aplicar a sanção diante de um valor tão insignificante. A Corte considerou ainda que o valor de R$ 2 mil, estabelecido pela 1ª instância, não é suficiente para desestimular o comportamento lesivo da instituição financeira. “Apesar de bem fundamentada, a sentença merece pequeno reparo porque o quantum indenizatório é insuficiente para atender ao caráter punitivo-pedagógico que deve estar ínsito nas indenizações por dano moral”, completou o relator.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 19h55
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Drauzio Varella espera um aumento da Gripe H1N1, ex-suína, no inverno brasileiro Dois filhos de um amigo meu foram diagnosticados com a gripe A(H1N1), antes chamada de Gripe Suína. Já estão curados, mas um deles chegou a ter febre de quase 40 graus. Um deles (o outro) é aluno do Colégio Marista Dom Silvério (Belo Horizonte) que, segundo matéria do jornal Estado de Minas, em 24/06/09, tinha 11 alunos e uma professora contaminados. Quatro dias depois o ministro da Saúde confirmou o primeiro caso fatal no Brasil, o caminhoneiro Vanderlei Vial, de 29 anos, que havia retornado pouco antes da Argentina. Em sua coluna na Folha de São Paulo, de 20/06/2009, o médico Drauzio Varella alertou sobre a expectativa de agravamento da epidemia por causa do inverno. Destaco os seguintes trechos da matéria: Sempre que surge uma epidemia, o mundo quer saber se tudo foi feito para contê-la nos momentos iniciais. A pergunta tem lógica porque não são raros os exemplos de governantes que escondem os primeiros casos de doenças contagiosas para evitar preconceitos e perdas econômicas. Ficou claro que cerca de um terço deles veio do vírus da gripe suína da América do Norte, um terço da gripe aviária também norte-americana e o terço restante da gripe suína típica dos países europeus e asiáticos. Os fatores que facilitaram a transmissão do vírus para o homem, bem como sua adaptação à disseminação de homem para homem, são desconhecidos. Ninguém sabe, leitor, a epidemia está em sua infância. A chegada do verão nos países do hemisfério norte provavelmente diminuirá a velocidade de propagação, mas existe a possibilidade de seu retorno no outono. Para nós, que vivemos ao sul, o pior virá agora, com o inverno.
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 22h02
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Minerim no médico (humorismo) Seu Antônio, aproveitando a viagem pra Belzonte, foi no médico fazer um 'checápe'. O médico então observa: — Sr. Antônio, o senhor está em muito boa forma para 40 anos. — E eu disse ter 40 anos? — Quantos anos o senhor tem? - indaga o médico. — Fiz 57 em maio que passou. — Puxa! E quantos anos tinha seu pai quando morreu? — E quem disse que meu pai morreu? — Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai? — O véio manteiga tem 81! — 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu? — E eu disse que ele morreu? — Sinto muito. E quantos anos ele tem? — 103, e anda de bicicleta até hoje! — Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê? — E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar... na semana que vem! — Agora já é demais! - diz o médico revoltado - Por que um homem de 124 anos iria querer casar? — E eu disse que ele QUERIA se casar? Queria nada! Ele engravidou a moça.....
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 22h43
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Merval Pereira fala sobre a queda do diploma jornalístico O jornalista Merval Pereira, que é articulista do jornal O Globo, publicou em sua coluna de 19/06/2009 um artigo com o título “O diploma e o monge” a respeito da queda da obrigatoriedade do diploma jornalístico determinada pelo Supremo Tribunal Federal em 17/06/2009. Ele explicou o título da matéria logo na abertura: Gostei muito de um comentário do Carlos Heitor Cony em seu programa com o Arthur Xexéo na CBN. Disse ele: "O diploma não faz o jornalista, assim como o hábito não faz o monge". Selecionei, ainda, os seguintes trechos do artigo (que pode ser facilmente encontrado na íntegra com a ajuda do Google): Cony completaria a explicação salientando que nós, jornalistas, somos que nem os jogadores de futebol, testados no campo, no dia a dia da profissão. Não adianta ser amigo do técnico, nem ser indicado por amigo do patrão ou do chefe. Se o jornalista não for competente na sua função, não resiste na carreira, ou vai ficar marcando passo. Com ou sem diploma. A decisão do STF tem a particularidade mais especial de colocar a profissão em sintonia com o movimento de transformação por que passa a profissão, com o advento das novas tecnologias. Cony ainda deu um exemplo perfeito sobre como, desde sempre, a arte de informar e divulgar acontecimentos esteve ao alcance de qualquer um que tenha uma boa fonte de informação: os relatos de Cristo e seus apóstolos mudaram o mundo. Concordo também com a definição que saiu da reunião do Supremo, de que o diploma é obrigatório para as profissões que põem em risco a segurança de terceiros ou a segurança pública. Ninguém se torna ético ou assimila valores morais apenas durante um curso superior de jornalismo ou de qualquer outra profissão, mas este é um ponto em que as universidades de jornalismo têm papel importante: na formação de um indivíduo, que se refletirá no seu exercício profissional.
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 20h29
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Falar mal de político é um esporte que não diverte e traz consequências negativas O aguerrido senador goiano Demóstenes Torres decidiu conhecer o Museu Imperial, em Petrópolis, no dia 13 de junho de 2009. Estava tentando passar por incógnito (ou quase): trajava roupas comuns, tênis e tinha a companhia de uma loura jovem. Se a causa da discrição era a presença da loura, peço desculpas pela indiscrição mas, pensando bem, azar o dele: era um lugar público e movimentado. Eu estava ao lado e pensei que fosse algum sósia, mas depois de algumas insistentes olhadas não tive mais dúvidas. Não me lembrei do nome imediatamente, pois tenho o estranho hábito de esquecer o nome de algumas pessoas exatamente na hora que as vejo, ou quando vou cumprimentá-las. Alguns metros à frente, um rapaz também o reconheceu e se lembrou do raro prenome Demóstenes; uma senhora que estava com ele se aproveitou para exercitar o velho esporte nacional de tachar os políticos de ladrões. Clara e nitidamente, mais uma representante da imensa maioria de brasileiros que não conseguem entender que o preconceituoso ódio a toda a classe política é uma atitude infantil, inútil e inconsequente. Não existiria sociedade humana se não houvesse administração pública, atividade que só pode ser exercida por pessoas, que são chamadas de políticos. Se a palavra “política” for trocada, se os seus atores contemporâneos saírem de cena, outros terão que fazer o mesmo papel, ou a civilização desaparece. Aquela senhora deveria estar satisfeita por ter o direito de escolher os mandatários; um direito que ela não teria se tivesse vivido na época em que o Museu Imperial era o Palácio do Governo do Império Brasileiro. 
Museu Imperial (Petrópolis-RJ)
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 11h52
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Os magistrados têm medo de separar as crianças de lares violentos Fala-se muito na importância do Estatuto da Criança e do Adolescente e das políticas de defesa destes seres em formação, mas a verdade é que o aparato de Estado é frouxo nesta área. A todo instante, exemplos retornam esta questão para a ordem do dia. O último exemplo foi o da menina Sophie Zanger, que morreu em 19/06/2009, no Rio de Janeiro, por suspeita de espancamento, após ficar uma semana internada em estado de coma. A versão online da Folha de São Paulo explica: “O pai da menina, o austríaco Sascha Zanger, afirmou à Folha de S.Paulo que culpa a Justiça brasileira pela morte da filha de quatro anos. Zanger diz que a menina e o irmão dela, de 12, foram trazidos da Áustria para o Brasil pela ex-mulher sem sua permissão em janeiro de 2008. A menina e seu irmão estavam sob a guarda da tia Geovana desde o desaparecimento da mãe. Com as suspeitas de que Sophie estava sendo agredida pela tia e por uma prima, a Justiça transferiu na semana passada a guarda das crianças para a mãe adotiva de Maristela, Anayá Rocha.” Independentemente da existência de divergências nos detalhes ou da falta de comprovação da causa mortis, há algumas linhas gerais neste caso que seriam suficientes, num país mais responsável, para garantir a transferência da guarda para o pai: a) A mãe levou as crianças contra a vontade dele; b) ela tinha problemas psiquiátricos; c) estava desaparecida; d) morava numa favela, em uma casa humilde e mal cuidada. Para piorar, a Justiça tinha indicativos de que a criança estava sendo maltratada, mas optou por transferir a guarda para a avó adotiva. A verdade é que as autoridades brasileiras têm medo de tomar medidas radicais, têm medo das críticas (colegas, mídia), têm medo de assumir as responsabilidades. Em alguns casos – neste, certamente – têm medo de parecer preconceituosos: a mãe é negra, pobre e favelada; o pai é branco, europeu, oriundo de um país rico. É uma diferença cultural: o magistrado de Primeiro Mundo prefere o risco de errar por excesso do que pela omissão. Pairando dúvidas, afasta a criança do adulto suspeito e só devolve quando fica convencido que este está realmente capacitado a exercer a paternidade ou maternidade. O aparente erro de julgamento não é contabilizado como um fato significativo no currículo. O magistrado brasileiro, também de um modo geral, só se decide quando tem convicção, mas pode acontecer que a situação se agravou a tal ponto que a decisão se torna inútil.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 23h31
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Um comercial inteligente e bem dirigido (Nova Schin) Ocasionalmente algum comercial na TV me encanta. O troféu vai, neste momento, para o da cerveja Schincariol, agora usando o nome comercial de Nova Schin. Estou falando, especificamente, de um filmete que usa as festas juninas como temática. O rapaz quer se aproximar da garota e escreve um bilhetinho bem caipira, com este texto que ela lê, a princípio animada, depois irritada: — Você gatinha, mas está a perigo. Quer desencalhar comigo? Ela responde alto, como se estivesse falando com ele: “Vai pra...” A imagem volta para ele, que pisca o olho como se aquilo tivesse sido um sonho e a seguir aparece tomando cerveja com a Gatinha a Perigo. Espertos os criadores do filme, que optaram pelo tradicional final feliz. O mérito maior foi na escolha da gatinha, uma lourinha bonita que dominou o comercial com o sotaque caipirês e suas caras e bocas adequadas, na proporção exata. O comercial está no YouTube, e o link é CliqueAqui.
Categoria: Mídia
Escrito por Márcio às 21h12
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Uma perua em Petrópolis A vaidade humana não tem limites; a feminina, menos ainda. Este flagrante fotográfico foi captado pela minha câmera digital Casio em Petrópolis-RJ (13/06/2009). Era uma manhã fria e a pós-adolescente da foto caminhava pela Rua Teresa, o mais conhecido polo de venda de roupas da região, trajando uma estranha combinação de vestuário: camisa comprida (até as pernas) e solta sob um agasalho grosso de inverno, uma calça colante até o joelho, e uma estranha meia de uma imitação de pele de bicho, branca e espessa. Coberta em excesso em algumas partes, e exposta ao frio no restante. 
Categoria: Histórico dia a dia
Escrito por Márcio às 23h23
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Tatá, uma vida dedicada ao jornalismo (mais uma que o cigarro encurtou) Perdi anteontem, 18/06/2009, o colega jornalista Luiz Otávio Madureira Horta, o “Tatá”. Fui colega dele no extinto Jornal de Minas, na década de 70, e só voltei a reencontrá-lo quando tive oportunidade de trabalhar com a sua irmã Dulce. No ano passado, durante as pesquisas de minha árvore genealógica, descobri que éramos parentes através do sobrenome Madureira, que meu avô não herdou e nem repassou. Eu pretendia telefonar para ele para conversar sobre a história do Jornal de Minas, que foi um marco na imprensa mineira por circunstâncias absolutamente extraordinárias: era intimamente ligado à ditadura militar, era o seu braço jornalístico por aqui. Esperei demais pela oportunidade da conversa e a morte precoce de minha fonte só confirmou a máxima de que não devemos adiar novos planos, desejos e decisões, pois o tempo não para, e sempre passa. Tatá foi vítima de um dos maiores vilões da saúde humana, o cigarro. Fumante pesado, sofreu uma trombose que causou a amputação de uma perna e, meses depois, da outra. Nos últimos meses de vida conseguiu largar o cigarro e estava escrevendo um livro, mas a saúde já estava comprometida e o coração não aguentou. Tinha 64 anos (nasceu em 15/09/44) e o site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais publicou a seguinte minibiografia dele: Tatá deixa três filhos, Cristiano, Ana Paula e Flávia, fruto da união com Sandra Marília Guimarães, também falecida. Posteriormente, casou-se com a jornalista Cândida Lemos, de quem acabou separando-se. Luiz Otávio trabalhou, entre outros veículos, na revista Fatos e Fotos, no Rio de Janeiro, na sucursal da "Tribuna da Imprensa", em Belo Horizonte, e no extinto "Jornal de Minas", onde foi editor de primeira página em meados da década de 70. Em seguida foi trabalhar na editoria Internacional do "Estado de Minas" ao lado do editor Dídimo Paiva. Crítico de cinema, Tatá é autor do livro "História da Cantina do Lucas e da Rua da Bahia", em co-autoria com a jornalista Glenda Naves.
Categoria: Histórico de crônicas e análises
Escrito por Márcio às 23h36
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O autor e seus objetivos
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Este
blog divide meus textos em 4 partes:
Turfe
- Vivi intensamente as corridas de cavalos do Hipódromo
Serra Verde, de 1970 até meados de 2004. Crônicas, análises,
história e lembranças foram registradas no computador e
muitas delas aqui estão ou serão publicadas neste blog e
também no site do
Jockey.
Para o blog ficam reservados textos mais curtos, mais leves,
para não cansar o leitor.
Crônicas e análises
- Assunto: qualquer um.
Dia-a-dia
- Comentários, notas, fotos interessantes.
Árvore
genealógica - Quando
me interessei pelas minhas raízes, descobri que poucos conhecem
suas origens familiares, seus ascendentes. Neste espaço
deixo um resumo de minha árvore genealógica e também um
pedido para quem tiver uma informação nova a respeito, que
mande um e-mail para marcio.avila@uol.com.br.
Márcio
de Ávila Rodrigues é médico-veterinário e jornalista. Reside
em Belo Horizonte-MG, Brasil, onde nasceu na década de 50.
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